The book of Colours: Lilac

Este é o meu primeiro livro dessa série baseada nos contos de fadas de Andrew Lang que conheci recentemente. Estou muito feliz com o resultado. Espero que este pequeno livro seja uma referência para os estudos de cores. Para mim foi gratificante fazê-lo.

O livro está em formato de Ebook e será impresso em breve!

The book of colours: lilac por Rafaela da Silva Melo (2019).

Documentário “Olhares sobre Pelotas – A sociedade do Charque”

“Com pesquisa, roteiro e direção de Leonardo Tajes Ferreira, e apresentação de André Pereira, o documentário “Olhares sobre Pelotas – A sociedade do Charque” traz uma análise dos elementos que possibilitaram o crescimento urbano da cidade de Pelotas. Partimos do século 18, com a contribuição de Rafael Guedes Milheira professor do departamento de Antropologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), abordando os conflitos entre europeus e as comunidades indígenas durante a exploração das terras que constituem hoje o estado do Rio Grande do Sul; Jonas Vargas, professor do departamento do curso de História da UFPel e autor do livro “Os barões do charque e suas fortunas” aborda as consequências da chegada de José Pinto Martins à região sul do estado, e a conjuntura político-econômica da sociedade pautada pelo comércio do charque e pela escravidão africana. Guilherme Pinto de Almeida, pesquisador do “Almanaque do Bicentenário de Pelotas”, traz um patamar sobre o cotidiano da freguesia de São Francisco de Paula, como também as influências arquitetônicas que marcaram cada período histórico da localidade.

Tratando sobre a cultura doceira da região, a professora do curso de Antropologia da UFPel e coordenadora do “Inventário Nacional de Referências Culturais”, Flávia Rieth, e a antropóloga Marília Floôr Kosby, integrante da equipe organizadora do Inventário. Resgatando a memória e a representatividade negra na sociedade pelotense, esta produção conta com a participação do jornalista Carlos Machado, do historiador Fábio Gonçalves e do representante do Clube Cultural Fica Ahí Pra Ir Dizendo, Raul Borges Ferreira. Chegando ao contexto social do final do século 19, temos a contribuição do historiador Daniel Barbier, que nos traz as premissas que basearam a fundação da Biblioteca Pública Pelotense e seu significado para a cultura local. Para conhecer a história da formação do segundo loteamento urbano de Pelotas assista ao documentário “Olhares sobre Pelotas – Praça Cel. Pedro Osório”, disponível em:

Ou neste link: https://www.youtube.com/watch?t=293s&v=LuSDyg964LY&fbclid=IwAR1lhxw6iCDaTERgrj3fZptppSLQsA5Rom4R3wdVzcNMg-Ryvrxn46_jT_c&app=desktop

Da série: artigos que eu gostaria de ter escrito.

Sabe aquele tema encantador e que muito te interessa em nível profissional e pessoal? Assim são os doces para mim. Filha de um antigo dono de bomboniere desde criança fui apaixonada pelo açúcar dos doces industriais, das festinhas e dos doces que a minha mãe fazia em casa. O artigo de título “Com açúcar, com afeto”: impressões do Brasil em Nordeste de Gilberto Freyre de Regina Horta Duarte, mostra utilizando o título de uma música de Chico Buarque de modo a tornar seu texto mais atraente oferece uma belíssima contribuição da cultura em torno do açúcar para a nossa identidade e sobre o período da história em que o açúcar era o produto primário e de alto valor comercial.

Trecho do artigo:

“Entre um passado de possibilidades e um presente sem lirismo, a cana-de-açúcar aparece como o fio condutor no desenrolar do drama da monocultura. É ela o elemento que surge a dinamizar uma civilização especial, rica, cosmopolita, pródiga e criadora de valores políticos, estéticos e intelectuais, como nenhuma outra em todo o Brasil. Simultaneamente, a cana parece ganhar independência, escravizando esta mesma sociedade, engolindo vorazmente suas matas, suas águas e seus homens, homogeneizando a paisagem em sucessão de canaviais, intermediados apenas por cidades cinzentas e uniformizadas em padrões europeus, destruindo as potencialidades historicamente vislumbradas. Através desta planta, a análise se delineia, considerando as relações entre a ação humana e a natureza. Mas ganham igual destaque as relações construídas entre os homens, ao forjarem a cana em elemento colonizador das extensões territoriais nordestinas, em seqüências que investigam a cana e a terra, a cana e a água, a cana e os animais, a cana e as plantas, a cana e o homem.”  (DUARTE, 2009, p. 128).

Resumo do artigo:

Publicado em 1937, Nordeste, de Gilberto Freyre, propôs constituir uma análise impressionista da ecologia social daquela região. O sociólogo posicionou-se frente aos debates de seu tempo sobre a construção da nacionalidade e o estabelecimento de um patrimônio nacional. Em páginas voltadas antes ao futuro do que meramente ao passado, Freyre realiza um trabalho intelectual dirigido à criação de novos rumos para a sociedade brasileira, a partir de possibilidades vislumbradas em seu passado.

Palavras-chave: Nordeste; Gilberto Freyre; Patrimônio Nacional.

O artigo completo está disponível para leitura e download aqui.

Capítulo de Livro: “Formação de Professores da Educação Infantil no Rio Grande do Sul nas Estatísticas Educacionais”

Gostaria de compartilhar com vocês um trabalho acadêmico recente publicado no livro “Debates contemporâneos em Educação”, organizado por Daniel Skryscsak e Jenerton Arlan Schütz pela Editora Dialogar. 

Resumo: O capítulo apresenta dados sobre a formação dos professores que atuam na Educação infantil no Rio Grande do Sul, a fim de discutir estratégias para a melhoria e aprimoramento da oferta de formação inicial ou continuada e demais questões.

Fiquei muito feliz em participar do livro e muito satisfeita com o resultado do trabalho final. 

O livro pode ser comprado nas livrarias de todo o país e disponível para download por tempo limitado neste link. 

Lançando uma revolução no acesso às ferramentas científicas

Texto original publicado no blog da Ciência Aberta.

Comunidade global envolvendo mais de 30 países clama pelo acesso livre ao hardware científico.

Mais de 100 cientistas, engenheiros, educadores, empreendedores e agentes comunitários de 30 países publicaram um relatório que descreve os passos necessários para facilitar o acesso ao hardware utilizado para fins científicos até 2025 com base em design aberto, desenvolvimento colaborativo e novas técnicas de fabricação.

Global Open Science Hardware Roadmap

O grupo, que se reuniu no CERN, em Genebra, e na Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago em 2017, argumenta que muito poucas pessoas tem acesso às ferramentas necessárias para a prática científica, particularmente os pesquisadores em países em desenvolvimento e grupos comunitários que necessitam coletar e analisar dados sobre o seu ambiente. De microscópios à microfluidos e estações de monitoramento de água, eles fazem parte de um movimento crescente de compartilhamento online de projetos abertos os quais qualquer pessoa pode livremente utilizar, modificar e até mesmo comercializar. O grupo responsável por este documento sugere que este enfoque pode reduzir drasticamente os custos de pesquisa ao permitir maior colaboração e formas de aprender de novas maneiras. “Nosso projeto,” afirma um dos autores Dr Luis Felipe R. Murillo do Instituto Ciência, Inovação e Sociedade da França, “é sustentado pelo objetivo compartilhado de criar conhecimento comum através da participação pública direta em ciência e tecnologia. Não se trata de uma crítica apartada, mas de uma forma de engajamento prático”.

Os autores e as autoras do Global Science Hardware Roadmap descrevem os passos que acreditam serem necessários para ajudar a esta comunidade avançar, incluindo maior apoio institucional das universidades e centros de pesquisa, fontes de financiamento e governos que preferem os inventores apliquem patentes sobre suas invenções de hardware. A Dr. Max Liborion, colaboradora do documento, relata em um artigo acadêmico recente as suas tentativas de assegurar que o seu dispositivo de baixo custo para amostragem de contaminação por micro-plásticos seja livremente acessível para as comunidades indígenas do Noroeste do Canadá com as quais trabalha. Muitos outros também defendem que o livre compartilhamento é compatível com a venda de produtos e pode, de fato, criar novas oportunidades para empreendedores. Jorge Appiah, um engenheiro e inovador que fundou o makerspace Kumasi Hive em Ghana, acredita que o livre compartilhamento reduz os custos do empreendedorismo no contexto Africano e viabiliza “a rápida escala de soluções de impacto com a localização das inovações, suas aplicações e avanços incrementais”. Esta abordagem é adotada por mais de quinze startups que estão produzindo hardware aberto e livre para ciência.

O relatório também defende a necessidade de assegurar o controle de qualidade e o cumprimento de padrões, particularmente importante para garantir a reprodutibilidade da pesquisa científica, uma preocupação crescente nos últimos anos. Licenciamento, documentação de alta qualidade e aspectos sociais e éticos da prática científica também são abordados. “As ferramentas científicas não são peças de tecnologia esotéricas e entediantes que não possuem conexão com a nossa vida cotidiana. Quem as utiliza, como elas são utilizadas e os resultados obtidos podem afetar no desenvolvimento de novos medicamentos, respostas à desastres ambientais e para educar a próxima geração de cientistas e tecnologistas: precisamos adotar uma perspectiva mais ampla” afirma Dr. Jenny Molloy da Universidade de Cambridge.

As comunidades que usam e desenvolvem hardware aberto são mais amplas do que se acredita. O documento apresenta projetos acadêmicos tais como “White Rabbit”, uma tecnologia aberta desenvolvida no CERN que tem o trabalho difícil de assegurar precisão de sub nanosegundo nas transferências de dados do acelerador de partículas, LHC e o OpenFlexure Scope, um microscópio criado por impressão 3D que usa uma câmera de baixo custo com Raspberry PI e que recentemente recebeu o “Grand Challenges Research Fund” do Governo do Reino Unido.

Hardware científico aberto é também utilizado pela população em projetos de ciência comunitária: Rede InfoAmazonia é um projeto que trabalha com uma rede de comunidades brasileiras para construir sensores de qualidade de água e enviar alertas de contaminação via SMS, enquanto projetos como EnviroMap e UTBiome mapeiam ecologia microbiana e dados ambientais com comunidades locais em Austin, Texas. Public Lab, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos, reuniu cidadãos para mapear o derramamento de óleo no golfo do México (também conhecido pelo nome em Inglês: “Deep Horizon Oil Spill”) em 2010 e continua a trabalhar ao redor do mundo com comunidades locais que sofrem com contaminação industrial usando kits de baixo custo e livre acesso que são aprimorados por voluntários.

Existem esforços para disseminar os benefícios de hardware aberto e livre globalmente. O Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS, por exemplo, explora o potencial de Hardware Científico Aberto em atividades de extensão assim como para educação de engenheiros e em ciências. Rafael Pezzi, coordenador do CTA e co-autor do documento, enfatiza que existe um grande potencial para ser explorado no Hardware Científico Aberto desde o ensino médio até o universitário: “pode ser visto como uma plataforma de atividades práticas e colaborativas para alunos de engenharia”. O projeto TReND África tem conduzido oficinas para pesquisadores africanos sobre como construir suas próprias impressoras 3D e seus próprios equipamentos de laboratório por uma fração de até 1% do custo das alternativas comerciais, garantindo controle sobre os instrumentos e os desenhos de pesquisa. A atividade no continente Africano aumentará substancialmente com o primeiro Africa Open Science and Hardware Summit que irá ocorrer em Ghana em 2018. Hardware para ciência aberta é uma ferramenta poderosa para reduzir o hiato entre teoria e prática no ensino médio Africano, mas devemos tomar cuidado com o neocolonialismo gerado pela tecnologia” pondera o co-organizador do evento e autor do documento Thomas Herve Mboa Nkoudou, que é o presidente da Associação para a Promoção de Ciência Aberta no Haiti e África (APSOHA – Association for the Promotion of Open Science in Haiti and Africa).

Ao lançar este chamado em busca de apoio, o grupo planeja continuar a seguir os seus planos de ampliar sua comunidade e o alcance e distribuição de hardware aberto através do Encontro Hardware Científico Aberto (GOSH) em 2018 em Shenzhen, China, declarada como “cidade criativa” de acordo com a UNESCO e que tem sido descrita como o “Silicon Valley” do hardware.

Nota para editores:

Para mais informações contate Shannon Dosemagen, Luis Felipe Murillo, Jenny Molloy e Rafael Peretti Pezzi através do email: roadmap (arroba) openhardware.science

O plágio acadêmico como um problema ético, jurídico e pedagógico

Lívia Haygert Pithan, Tatiane Regina Amando Vidal

Resumo:

O plágio tem sido objeto de crescentes preocupações no meio acadêmico brasileiro. Órgãos públicos de financiamento de pesquisa científica, tais como o CNPq, a CAPES e a FAPESP, desde o ano de 2011, têm emitido documentos para orientar que as instituições de ensino tomem medidas preventivas e punitivas em casos de fraude – dentre as quais se inclui o plágio. No âmbito universitário, destaca-se o papel educativo do professor orientador de trabalhos acadêmicos de graduação e pós-graduação. Todavia, há escassa bibliografia nacional sobre a relação entre orientandos e orientadores, sendo que as funções deste também não são claramente determinadas em obras de metodologia da pesquisa ou do ensino. Este artigo busca apresentar uma revisão bibliográfica do plágio, considerado aqui um fenômeno complexo, que necessita ser analisado de forma interdisciplinar e não apenas jurídica.

Palavras-chave:

Plágio; Ética; Direitos autorais; Professor orientador; Integridade na pesquisa; Fraude.

Texto completo: PDF

De onde nasce o ódio?

O ódio tem melhor memória do que o amor. – Honoré de Balzac

Estava pensando sobre sentimentos diversos e de onde eles vêm. Alguns sentimentos nascem em nós sem uma razão aparente, outros nascem e acham algum motivo para se justificar, para ficar ali e para se manter forte e poderoso. 

O ódio é o mesmo que desprezo por alguém? Não. São sentimentos diferentes… O ódio envolve uma carga de energia que precisa sair de dentro e atingir um alvo. Não precisa ter motivo, não precisa ter uma razão, apenas precisa existir. O verdadeiro ódio é capaz de ser feroz como um terremoto e ser aniquilador de tudo que há de bom e pacífico. 

O desprezo é um sentimento que envolve um ar de superioridade, de quem sabe ou finge que sabe o que é melhor ou sobre como ser melhor e que possui internalizado em si mesmo uma escala de classificação para as atitudes cujo o parâmetro de aceitabilidade ou negação parece está mais ou menos delimitado. Esta escala de classificação daquilo que é melhor ou pior nutre o desprezo. Desprezamos aquilo que consideramos inaceitável para os nossos padrões, desprezamos aquilo que nos causa repulsa, pena, piedade, e também ódio (disfarçado de desprezo). O ódio é um sentimento coringa, ele pode vir revestido de verdade, como já expliquei, naquela avalanche de energia que precisa ser descarregada em um alvo, em um momento ou em alguma situação, mas pode também vir disfarçado de um interesse, ciúmes, obsessão, controle, possessão, sentimento de piedade, de generosidade e também mesmo, acreditem, de solidariedade e compaixão (estes casos o ódio é muito perigoso, pois aquilo que não vemos em sua honestidade precisamos desconfiar). O desprezo é mais complexo, pois envolve julgamento e logo um conhecimento por parte de quem despreza do que pode ser melhor para que algo ou alguém seja desprezado. 

Há cura para o ódio?

Ouvi dizer que o amor curava o ódio, também já ouvi o contrário, que amor pode causar mais ódio, amor mal resolvido ou não correspondido, pode gerar os mais diferentes sentimentos que vão de ódio mortal a desprezo absoluto (percebam que novamente ódio e desprezo sempre se encontram). Isto acontece porque pela nossa educação aprendemos a guardar pra nós certas manifestações de sentimento e o desprezo é um modo mais ou menos educado de se manifestar o ódio ou a reprovação por alguém. Aquele nariz empinado e expressão de negação pode ser entendida como uma forma, perdoem-me os críticos, elegante de dizer “eu te odeio”, mas não quero fazer barraco. É respeitável toda forma de afeto e desafeto. O importante e o que importa é a verdade e a honestidade em demonstrá-lo. Sem peso na consciência, sem ressentimento, sem rancor e dissabores.

Na maioria das vezes um “eu te odeio” bem dito pode ser libertador para quem odeia e para quem é odiado. Não há nada errado nisso. Saber que é odiado pode ser interessante para muitas pessoas saberem onde colocar seus pés ou quando podem ou não entrar ou sair, funcionando como uma espécie de “aviso” ou um pequeno lembrete de “não fica no meu caminho porque eu te odeio.”

Não há vacina, remédios ou qualquer tipo de cura para o ódio, mas expressá-lo abertamente pode ser libertador e informativo e servir de lição ou aprendizado para quem é o alvo do ódio. Sinceramente, eu prefiro saber do ódio do que ter detectá-lo em suas sutilezas, naquelas armações complexas demais para algo tão simples, como gritar para o mundo um lindo, simples e direto: EU TE ODEIO E PONTO FINAL. Após ouvir a célebre frase, o alvo do ódio precisa de um momento para reflexão ou para extrair de si suas reações, suas lágrimas, seu sentimento de ódio também (quando houver, na maioria dos casos é um sentimento recíproco) e em outros momentos nem tanto é ficar em silêncio absorvendo as informações e esperar tudo passar… Sempre passa. O ódio de outro pode ser a causa da nossa depressão, infelicidade, falta de paz e muita tristeza, mas ao sabê-lo encontramos uma pista para tratar as consequências de tal sentimento. Quanto ao desprezo esse é impossível curar, pois se trata de um julgamento a partir de um parâmetro que não conhecemos, ou se conhecemos, não lembramos para agirmos conforme manda a regra e ao errarmos damos argumento para o desprezo. Damos alimento ao nariz torto de alguém, ao olhar de pena de quem sente piedade, apenas. 

Pensar e falar sobre o sentimento de ódio pode ser útil por muitos motivos, o principal deles é a chance de rever e revisitar nossos sentimentos e compreender nós mesmos e o outro (aquele que nos odeia). Quando isso ocorre precisamos retomar nossas forças e seguir adiante ciente que haverão muitos ódios direcionados a nós. Que haverão muitas reações de desprezo e de ódio disfarçado de um monte de outros sentimentos e reações. Odiar é preciso. Falar sobre o ódio também. Expressá-lo pode ser devastador, libertador ou um mix dos dois. Entender sobre o ódio é entender sobre nossos sentimentos mais profundos. 

 

 

 

 

Guia de ferramentas para os pais sobre a privacidade dos estudantes: um guia prático para proteger seus filhos da exposição de dados e informações escolares privadas (Introdução – Parte 1)

 

Para bisbilhoteiros, hackers, marketeiros, educadores e público em geral.
Publicado em Maio de 2017.

INTRODUÇÃO

Por que as famílias devem se preocupar com esse tema?
É difícil para as famílias ter noção sobre a quantidade de informação está sendo coletada sobre os estudantes nas escolas hoje, ou como esta informação é usada, armazenada, e compartilhada com outras pessoas.

Tanto durante um dia normal escola quanto ao longo da vida criança desde do jardim da infância, passando pelo ensino médio e graduação – uma imensa quantidade de dados, incluindo informações extremamente sigilosas, são compartilhadas sem o conhecimento dos pais ou consentimento dos fornecedores que oferecem serviços operacionais na área de tecnologia ou empresas que oferecem programas educacionais. Ao invés de protegido em um armário de arquivo ou mantido nos servidores de computadores da escola, a informação pessoal do aluno é frequentemente transmitida e armazenada em nuvens (clouds) para facilitar o acesso e o uso por terceiros. As leis federais destinadas a proteger as informações dos alunos com problemas de comportamento ou nos próprios sistemas das escolas são consideradas inadequadas e ultrapassadas para enfrentar os desafios da cultura digital dos dias atuais.

Os pais podem nunca saber a extensão completa de como as informações de suas crianças podem estar sendo compartilhada, usada, remixadas, vendidas, violadas ou hackeadas ao longo da carreira escolar. Se as crianças tiverem suas entradas negadas no ingresso da universidade de escolha deles, os pais podem escolher se querem que as informações dos estudantes estejam vendidas para universidades pelo corpo de seleção da universidade e usados para rejeitar o requerimento deles. Se as crianças deles são recusadas para o emprego dos seus sonhos, pode o empregador ajudá-los a obter isso usando um perfil online a partir de uma busca na internet recolhidos pelo dispositivo emitido pela escola e comprados pelos vendedores de dados? Se a identidade das crianças são roubadas, foi isto resultado do armazenamento de dados anos atrás durante a fase de escolarização? Se as crianças são negadas de trabalhar em empregos estatais quando adultos, pode isto acontecer por causa das informações disciplinares ou outras informações incriminadoras oriunda de seus arquivos realizada pelo departamento estadual de educação e outras agências?

Este guia foi desenvolvido para ajudar os pais e demais interessados sobre como abordar estas questões, e ter informações sobre os seus direitos e quais passos você pode tomar para maximizar a privacidade e segurança de suas crianças. Como os pais devem entender, é obrigação da família proteger suas crianças e tentar assegurar o sucesso deles na escola e na vida. Nós esperamos que este guia possa ajudar você.

Agradecimentos

Este esforço foi um projeto da Coalizão de Pais para a privacidade dos estudantes e a Campaign for a Commercial-Free Childhood, e só foi possível por um apoio generoso da Rose Foundation for Communities e a Environment’s Consumer Privacy Rights Fund.

O guia para os pais sobre a privacidade dos estudantes foi autorizado por Rachael Stickland, Melissa Campbell, Josh Golin, Leonie Haimson, e David Monahan, e designed by Ross Turner Design.

Agradecimentos especiais para os membros conselheiros Kris Alman, Oregon Education Advocate; Faith Boninger, National Education Policy Center, University of Colorado Boulder; Laura Bowman, Parents Across America; Phyllis Bush, Co-fundadora da Northeast Indiana Friends of Public Education, and Board member, Network for Public Education; Tim Farley, New York State Alliance for Public Education; Jennifer Jacobson, Connecticut Alliance for Privacy in Education*; Cheri Kiesecker, Parent Coalition for Student Privacy; Chad Marlow, American Civil Liberties Union*; Francesca Miceli, Esq.; Mark B. Miller, School Director, Centennial, Pennsylvania School District, and Board member, Network for Public Education; and Sarah Petrie, Esq.

* Afiliação apenas para fins de identificação.
Questões? Visite www.studentprivacymatters.org/toolkit para mais informações, incluindo webinars gratuitos sobre como usar utilizar recursos neste conjunto de ferramentas.

Em breve capítulo 1.

Texto na íntegra aqui.

Tradução por Rafaela da Silva Melo. Outubro 2017.