CNPq abre inscrições para o Prêmio Fotografia-Ciência & Arte

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abre inscrições para o IX Prêmio Fotografia-Ciência & Arte e premiará pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação que trabalham com registros fotográficos em suas pesquisas. As inscrições estarão abertas até 20 de março de 2020.

O Prêmio é dividido em duas categorias:  imagens produzidas por câmeras fotográficas e imagens produzidas por instrumentos especiais.  Os vencedores de cada categoria recebem o prêmio deR$ 8 milpara o primeiro colocado, R$ 5 mil para o segundo colocado e R$ 2 mil para o terceiro colocado. Os primeiros colocados de cada categoria irão receber, além disso, passagem aérea e hospedagem para participar da 72ª Reunião da SBPC, em julho de 2020.

 A inscrição é de caráter individual e deverá ser efetuada em apenas uma categoria, exclusivamente, na página do Prêmio na internet, onde está disponível o regulamento completo do Prêmio.

O Prêmio

O Prêmio de Fotografia – Ciência & Arte foi criado em 2011 com o objetivo de fomentar a produção de imagens com a temática de Ciência, Tecnologia e Inovação, contribuir com a divulgação e a popularização da ciência e tecnologia e ampliar o banco de imagens do CNPq.

Ao premiar imagens de qualidade, o Prêmio revela talentos e apresenta, através das inscrições, uma amostragem das imagens provenientes de trabalhos científicos desenvolvidos nas instituições de Ensino Superior e de Pesquisa no país, além de estimular os pesquisadores a usarem recursos fotográficos em suas pesquisas.

Em oito edições realizadas foram recebidas 6.367 inscrições de estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e pesquisadores brasileiros, sendo premiados 66 trabalhos oriundos de todas as regiões do país, assim distribuídos: 41 da Sudeste, 9 da Sul, 8 da Norte, 5 da Centro-Oeste e 3 da Nordeste, e 56 pesquisadores nomeados por portaria para a composição das comissões julgadoras.

Conheça as imagens premiadas dos anos anteriores: http://www.premiofotografia.cnpq.br/web/pfca/imagens-premiadas

O último adeus da Sexton Blake em Pelotas

Trago notícias: minha história em Pelotas terminou, foi ótimo ter passado os últimos meses morando naquele simples apartamento (só meu) na Duque de Caxias. Morar totalmente sozinha tem suas vantagens e desvantagens, sobre a última é a de não ter com quem contar ou segurar as pontas quando as coisas ficaram difíceis.

O lado positivo: Pelotas é uma cidade acolhedora e tudo me fazia lembrar sobre os meus livros do Gilberto Freyre e tudo que eu tinha aprendido sobre nossa identidade de colonizados na escola, com ênfase nos aspectos mais positivos e menos dramáticos. Ter ido ao festival internacional de música e para a FENADOCE foram coisas do tipo “made my day” e muito divertidas também.

Por fim, seguem minhas últimas fotos em Pelotas. De uma referência ao famoso Pagode Chinês “The Liuhe Pagoda” (Six Harmonies Pagoda) de Hangzhou, situado na província de Zhejiang na China, construído em 1165 AD durante a Song Dynasty presente no prédio arquitetônico da rodoviária de Pelotas.

De Pelotas fui para Porto Alegre onde eu e minha tia Ivone ficamos por cinco dias e lá aproveitamos bastante para conferir as últimas exposições nos principais museus da cidade, fazer uma pausa para o lanche no Chalé XV, e o mais bacana: assistir ao 3° Festival BB de Blues e Jazz e ufa! após longas caminhadas pelo centro histórico e Bom Fim e compras de livros arrumamos as malas e voltamos para Recife.

É bom voltar para casa. Nada melhor que rever a família e amigos e se preparar para o natal. 

Sobre filmes e sonhos: Amigas de Colégio (Fucking Amal)

Eu gostaria de compartilhar um filme muito importante para minha vida apesar do título um tanto “controverso” para os falantes de língua portuguesa e inglesa, mas que trata de temas que para algumas pessoas são muito delicados, de um modo leve e muito familiar.

Neste filme, a homossexualidade não é um problema a ser combatido, mas sim, vivido. Na verdade esta palavra sequer é mencionada no filme. A atração de uma adolescente por Elin, é algo que vai surgindo de uma forma natural, no processo de constituição da identidade desta personagem.

O filme é especial para mim por muitos motivos: através dele eu pude conhecer muitas coisas que hoje me fazem ser o que eu sou, embora não seja homossexual. É como se este filme tivesse aberto portas em minha mente para novos conhecimentos que me tornaram uma pessoa mais respeitosa, empática e aberta a diferença e a diversidade dos modos de ser, pois assim como a

Assim como eu, Agnes eu era uma adolescente que vivia em um bairro afastado do centro da cidade com poucas opções de lazer, até hoje sonho em construir uma livraria com um cafezinho lá e claro, com ótimas músicas de som ambiente. Ainda não consegui realizar este sonho… mas espero que um dia este se torne real.

Lembro-me que me tornei muito fã do Broder Daniel e de várias bandas de indie sueco, as quais curto até hoje!

Atualmente estou morando em outro Estado (no Rio Grande do Sul) por questões de estudos, casamento, etc., mas o sonho de abrir uma livraria naquele estilo sueco ou francês e uma cafeteria no bairro onde eu cresci ainda permanece em mim.

Quando estive no Uruguai em 2012 e 2013 conheci algumas livrarias e bibliotecas. Umas do tipo majestosas e outras muito simples, todas estas com ótimos títulos.

Esta, por exemplo, a Babilonia Libros, me pareceu muito encantadora. Um teto de vidro, transparente para absorver e aproveitar o máximo a luz natural, algumas plantas e claro, uma diversidade imensa de livros, títulos e temas.

Créditos: https://quantocustaviajar.com/blog/babilonia-libros-montevideu/

E a Librería Puro Verso, que é muito encantadora e acolhedora:

Créditos: https://libreriapuroverso.files.wordpress.com

E esta quando estive lá em 2013 durante o feriado de carnaval.

Mesmo tendo ouvido de algumas pessoas: “ uma livraria na UR-5? Pra quê? vai ficar vazia; vai falir; ninguém vai entrar lá; ninguém é culto, lá é pei pei pei” eu realmente duvido muito disso e acredito que muitas pessoas irão lá, nem que seja por curiosidade e será um lugarzinho muito especial para aquele bairro, como um oásis, como um universo particular, como um relicário, como um pequeno esconderijo.

Estamos em 2018 e eu ainda não consegui criar isso, tentei expressar-me através de um blog muito antigo… mas não consegui executar este objetivo, quem sabe eu não consiga um dia.

Sinopse do filme:

Fucking Amail (Garotas do Colégio/Show me Love) conta a história de uma adolescente, Agnes, que se mudou com a família para uma pequena cidade sueca chamada Amal, o lugar mais chato da terra, segundo ela mesma. Agnes não consegue fazer amigos no colégio e sua companheira na sala é uma garota que vive em uma cadeira de rodas.

Para complicar ainda mais as coisas, ela está apaixonada por Elin, uma garota do colégio, porém o único a saber desta paixão é seu computador, onde ela faz todas as suas anotações. No dia de seu aniversário, Agnes não percebe que a irmã mais velha de Elin descobre suas anotações e faz uma aposta com a irmã: se ela deixar Agnes beijá-la, pagará à irmã 20 cronas (moeda sueca). Este é só o começo de uma série de situações vividas por essas adolescentes nesta pacata cidade.

O filme ganhou o prêmio de Melhor Filme Gay/Lésbico no Festival de Berlim 1999.

A ficha técnica do filme pode ser consultada aqui.

Curiosidades:

    1. Também recomendo o disco “200 km/h in the Wrong Lane” da banda russa “T.a.T.U” que foi produzido na mesma época e também trata de questões envolvendo relacionamento entre pessoas do mesmo sexo em um país como a Rússia de religião ortodoxa.
    2. Uma das atrizes do filme Fucking Amail, Alexandra Dahlström trabalhou como tradutora de Russo e também participou de uma série: Covert Affair — Assuntos Confidenciais (2010–2014) dirigida por Alexander Soloviev com uma sinopse muito instigadora.

“Uma jovem agente/estagiária da CIA, Annie Walker, é enviada para o campo para trabalhar na Divisão de Proteção Doméstica. Auggie Anderson é um agente cego da tecnologia e é o guia de Walker em sua nova vida na CIA” que ela trabalha no Museu Smithsonian”.

Ainda não assisti a série, mas irei procurá-la para ver melhor. Quanto as outras atrizes, vou dedicar outro post para escrever mais sobre o trabalho delas e o do próprio Lukas Moodysson que está prestes a estrear uma série pela HBO.

Aguardem!

 

 

6ª edição da bolsa ZUM/IMS de fotografia 2018 seleciona projetos até o dia 29 de junho

Em sua 6ª edição, a Bolsa de Fotografia ZUM/IMS selecionará dois projetos inéditos de artistas e fotógrafos para que desenvolvam e aprofundem seu trabalho no campo da fotografia, nas mais diversas vertentes, sem restrição de tema, perfil ou suporte.

Os projetos serão avaliados por uma comissão constituída por curadores do Instituto Moreira Salles e um convidado externo, com trabalho reconhecido na área fotográfica. Serão consideradas a qualidade artística, a qualificação do candidato e a viabilidade prática do projeto.

Cada bolsa tem o valor de R$ 65 mil, e os selecionados terão oito meses para a entrega dos resultados finais dos projetos, que serão incorporados à Coleção de Fotografia Contemporânea do Instituto Moreira Salles. Os dois projetos ganhadores serão anunciados em julho no site da revista ZUM.

As inscrições vão de 02 de maio até o dia 29 de junho de 2018.

O cartaz de divulgação desta edição foi elaborado pelo escritório de design Bloco Gráfico.

Para mais informações:

Leia o edital da Bolsa de Fotografia ZUM/IMS 2018

Veja a página de Perguntas Frequentes

Acesse a ficha de inscrição on-line

Semana do livro em Pelotas

Em comemoração ao dia do livro, estive na Bibliotheca pública de Pelotense para acompanhar ou pelo menos tentar acompanhar algumas das atividades que aconteceram ao longo da semana. A maioria delas consistiu em apresentações teatrais para crianças pela companhia de Teatro Você Sabe quem, que realizou a leitura do livro “Capitão Mariano, o rei do oceano” de Maurício Veneza no dia 18/04.

E no dia 19/04 aconteceu o recital “A Barda: Folk and Game Music”. No repertório, temas icônicos da música folk e trilhas sonoras de séries e filmes como Game of Thrones e Senhor dos Anéis, além de games consagrados como Skyrim e Chrono Cross.

Outras leituras em grupo das obras “Olavo Holofote” de Leigh Hodgkinson com tradução de Érico Assis e do “Livro sem Figuras” de B.J. Novak interpretado pela VOCÊ SABE QUEM Cia de Teatro.

Ontem a bibliotheca estava meio vazia, mas segue as fotos:

Rails Girls Novo Hamburgo: relato

Na semana passada (10 e 11 de março) rolou um evento muito bacana no Campus 2 da Feevale em Novo Hamburgo. O evento foi organizado pelas Rails Girls de NH, um grupo de gurias super-ultra-mega power-geeks que compartilham a paixão pelo ruby – uma linguagem de programação interpretada multiparadigma desenvolvida em 1993 no Japão por Yukiro “Matz” Matsumoto, para ser usada como script. Sobre a motivação para criar esta nova linguagem, Matsumoto disse que “Eu queria uma linguagem de script que fosse mais poderosa do que Perl, e mais orientada a objetos do que Python. É por isso que eu decidi desenvolver minha própria linguagem.” (Fonte Wikipédia)

Sabe quando tu se cansa de tudo e sente que o tem disponível não atende as tuas necessidades? Foi por essa razão que esta linguagem nasceu e ela ficou tão popular que segundo o Índice Tiobe, Ruby é a 10ª linguagem de programação mais popular do mundo, sendo muito utilizada para criação de aplicativos e desenvolvimento de websites. O público-alvo do evento eram garotas, mas vi muitos guris por lá, ora prestigiando o evento ou ajudando na programação.

Eu consegui participar da oficina inicial e foi muito bacana, pois aprendi a criar um diretório e organizar as pastas do projeto que  eu estava desenvolvendo. O evento contou ainda com a participação de representantes de empresas chiquérrimas na área da tecnologia como a SAP e a 4All que contaram estão abrindo novas oportunidades e acreditando no talento das mulheres, especialmente naquelas áreas/setores dominadas por homens, como a programação e T.I.

Além disso, as gurias destacaram iniciativas e políticas internas que possibilitam crescimento na carreira, igualdade salarial e o principal: o combate fortíssimo contra a discriminação e assédio sexual e moral contra mulheres e grupos LGBT.

Outro ponto forte do evento em minha opinião foi a distribuição de brindes (eu sou brindeira assumida e amei os bloquinhos de papéis, cadernos e canetas – são sempre úteis e eu odeio comprar cadernos para a faculdade).

Durante o evento rolou um coffeebreak bacanudo repleto de guloseimas vegana.

Nota: As gurias falaram da necessidade de uma coerência quanto a opção por alimentos de origem animal, que eu realmente aprecio, mas atualmente não sou vegana e nem vegetariana, então vou ser honesta ao dizer que eu ficaria mais feliz se tivesse umas coxinhas de galinha desfiada ou pastéis de carne moída. 🙂

Conheci umas pessoinhas legais e o pessoal simpático da organização. No mais, este foi o meu relato. E espero participar de mais eventos organizados pelas Rails Girls.

Foi bom voltar a Novo Hamburgo: a cidade dos sapatos.

Confiram as fotos do primeiro dia do evento aqui.

Wikimedia se nega a tirar do ar selfie feita por macaca

Por: Blog Estadão

SÃO PAULO – As fotos acima foram tiradas por uma macaca em 2011. Os créditos, no entanto, são do dono da câmera, o fotográfo britânico David J. Slater, notório por se especializar em vida selvagem. Ele tentava tirar fotos dos animais da espécie Macaca Nigra (ou Crested Black Macaque) na ilha de Celebes, na Indonésia. Após colocar a câmera no tripé, acertar o foco automático, ele se distanciou e, como ele mesmo disse, “bingo”: começaram a mexer na câmera e em trinta minutos tiraram “centenas” de fotos, digo, selfies.

A foto foi publicada pelo fotógrafo e pela agência britânica de notícias Caters que, então, fez com que ela fosse publicada em diversas publicações ao redor do mundo, atingindo um alcance nem sonhado por Slater. Em julho de 2011, duas das imagens foram parar no Wikimedia Commons (aqui e aqui), um repositório de imagens de domínio público ou sob licença livre (Creative Commons) da Wikimedia Foundation, responsável, entre outras coisas, pela Wikipedia. Slater não gostou e exigiu a retirada. A Wikimedia, em seu relatório de transparência publicado nesta quarta, 6, explica sua posição diante do caso de modo bem simples:

“Um fotógrafo deixou sua câmera no parque nacional de Sulawesi Norte. Uma macaca fêmea pegou a câmera e fez várias fotos, incluindo autorretratos. As fotos apareceram em matérias de jornais online e, certa vez, publicada no Commons. Recebemos um pedido do fotógrafo, dizendo que ele era o dono dos direitos autorais das imagens. Não concordamos, por isso negamos o pedido.”

Polêmica

Ao jornal britânico Telegraph, Slater disse: “Se a macaca tirou a foto, os direitos autorais são dela, não eu, esse é o argumento fundamental deles [Wikimedia Foundation]. O que eles não notam é que é necessário que um tribunal decida sobre isso.”
Na página do Wikimedia Commons, as fotos, no entanto, não são apresentadas como de autoria do animal, mas de domínio público sob o argumento de que “como uma obra de um animal não-humano, não há autoria humana para se creditarem os direitos autorais”. O assunto é discutido pela própria comunidade do Wikimedia, que parece dividida.

A foto deve ser de domínio público por não ter um autor humano a quem creditá-la? Ou a foto é de Slater, já que é dono do equipamento e preparou o ambiente para que tudo acontecesse (a macaca “só apertou o botão”)?

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Provavelmente a questão será decidida em favor da melhor interpretação da lei britânica em corte. Como comparação, pela lei brasileira há pelos menos três dispositivos legais da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9610), de 1998, que poderiam estar presentes na discussão:

O parágrafo primeiro do Artigo 15 diz que “não se considera co-autor quem simplesmente auxiliou o autor na produção da obra (…) revendo-a, atualizando-a, bem como fiscalizando ou dirigindo sua edição ou apresentação por qualquer meio”. Por esse argumento, pela hipótese de que Slater pudesse ser considerado coautor, o fotógrafo não sairia em vantagem.

Há ainda o Artigo 40, que diz que “tratando-se de obra anônima ou pseudônima, caberá a quem publicá-la o exercício dos direitos patrimoniais do autor”, o que só faria sentido caso a ausência de um autor humano pudesse ser considerado uma autoria “anônima”. Se assim fosse, Slater e a agência Caters possivelmente teriam mérito no caso.

Por fim, o Artigo 45, que considera obras de domínio público as que sejam de “autor desconhecido”. Se esse argumento se sobressaísse, a Wikimedia não teria de tirar a imagem.

Matéria completa em: http://blogs.estadao.com.br/link/wikimedia-nega-retirada-de-selfie-feita-por-macaco/