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Lançamento de livro: Maria Teresa Rafaela of Spain

Estudar biografias reais sempre foi uma paixão e algo por qual eu sempre me interessei. Muitas foram as rainhas, reis, príncipes e princesas as quais eu aprendi a gostar das suas histórias de vidas e pude contribuir com suas biografias há aproximadamente uns 20 ou 25 anos.

A Infanta Maria Teresa Rafaela of Spain, em francês Marie Thérèse Antoinette Raphaëlle, nasceu em Real Alcázar de Madrid, em 11 de junho de 1726 e faleceu no Palácio de Versalhes, em 22 de julho de 1746. Ela foi uma infanta da Espanha por nascimento e Delfina da França por casamento por meio de uma procuração com Luís, Delfim da França pertencente a Casa Bourbon.

Era filha do rei Filipe V da Espanha com sua segunda esposa, a princesa Isabel Farnésio. A Infanta sempre foi minha real favorita, com sua beleza, elegância, seu estilo de vida sofisticado e uma doçura que me conquistou por completo.

Boa parte dos meus estudos e educação durante minha adolescência foram conduzidos pelos escrivães do Palácio de Versalles, onde a Infanta viveu durante casada e faleceu muito jovem. Seus quadros podem ser encontrados no palácio e em outras propriedades reais. Seu enterro foi um grandioso evento de comoção geral na Europa. 

Neste livro organizei alguns dos seus principais registros pintados por artistas europeus consagrados que passaram pelo Palácio de Versalles, lugar onde pouco saia e tudo que conhecia sobre o resto do mundo era por meio de relatos e registros da sua casa real. 

Maria Teresa Rafaela of Spain por Condessa de Melo (2020).

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O último adeus da Sexton Blake em Pelotas

Trago notícias: minha história em Pelotas terminou, foi ótimo ter passado os últimos meses morando naquele simples apartamento (só meu) na Duque de Caxias. Morar totalmente sozinha tem suas vantagens e desvantagens, sobre a última é a de não ter com quem contar ou segurar as pontas quando as coisas ficaram difíceis.

O lado positivo: Pelotas é uma cidade acolhedora e tudo me fazia lembrar sobre os meus livros do Gilberto Freyre e tudo que eu tinha aprendido sobre nossa identidade de colonizados na escola, com ênfase nos aspectos mais positivos e menos dramáticos. Ter ido ao festival internacional de música e para a FENADOCE foram coisas do tipo “made my day” e muito divertidas também.

Por fim, seguem minhas últimas fotos em Pelotas. De uma referência ao famoso Pagode Chinês “The Liuhe Pagoda” (Six Harmonies Pagoda) de Hangzhou, situado na província de Zhejiang na China, construído em 1165 AD durante a Song Dynasty presente no prédio arquitetônico da rodoviária de Pelotas.

De Pelotas fui para Porto Alegre onde eu e minha tia Ivone ficamos por cinco dias e lá aproveitamos bastante para conferir as últimas exposições nos principais museus da cidade, fazer uma pausa para o lanche no Chalé XV, e o mais bacana: assistir ao 3° Festival BB de Blues e Jazz e ufa! após longas caminhadas pelo centro histórico e Bom Fim e compras de livros arrumamos as malas e voltamos para Recife.

É bom voltar para casa. Nada melhor que rever a família e amigos e se preparar para o natal. 

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Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foca em meninas e mulheres

Originalmente publicado aqui.

As Nações Unidas celebram neste 2 de abril o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo sob o lema “Capacitando mulheres e meninas com autismo”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, aproveitou a data para lembrar a reafirmação do “compromisso de promover a plena participação de todas as pessoas com autismo na sociedade e garantir o apoio necessário para que estas possam exercer seus direitos e liberdades fundamentais”.

As comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo também querem envolver mulheres e meninas com as organizações que as representam na formulação de políticas e decisões para abordar os desafios que elas enfrentam. A Assembleia Geral da ONU realiza uma série de eventos sobre a data na próxima quarta-feira (4), como debates com especialistas e ativistas para discutir questões específicas de mulheres e meninas com autismo.

Os temas abordados incluem os desafios e as oportunidades para o pleno exercício dos seus direitos em áreas como casamento, família e paternidade com igualdade de oportunidades.

Desafios

Em novembro de 2017, a Assembleia Geral adotou uma resolução chamando a atenção para os desafios específicos de mulheres e meninas com deficiência para implementar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Essa decisão manifesta preocupação porque mulheres e meninas nessa situação estão sujeitas a “formas de discriminação diversas e interligadas, que limitam o usufruto de todos os seus direitos humanos e liberdades fundamentais”.

A ONU diz que as meninas com deficiência são menos propensas a terminar o ensino fundamental e têm maior probabilidade de serem marginalizadas ou terem acesso negado à educação.

De acordo com a organização, as mulheres com deficiência apresentam uma taxa de emprego mais baixa do que os homens na mesma situação e do que as mulheres sem deficiência.

Violência

A nível global, as mulheres com deficiência têm mais probabilidades de sofrer violência física, sexual, psicológica e econômica do que os homens. Outro problema é a desigualdade causada pela discriminação e pelo estigma associado ao gênero e à deficiência.

Os resultados da falta de acessibilidade e dos estereótipos são barreiras aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e à informação sobre educação sexual abrangente. As mais afetadas são particularmente mulheres e meninas com deficiência intelectual, que inclui o autismo.

Edição: Augusto Queiroz

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Retorno à Recife

“Voltei Recife… Foi a saudade que me trouxe pelo braço”

Depois de quase 3 anos sem pisar em solo Pernambucano e mais 3h30min de vôo com conexão em São Paulo (e espera de quase 4 horas – soneca em frente à Kopenhagen do terminal 2 no Aeroporto de Congonhas e mais uma parada técnica em Salvador que me deu vontade de descer e ficar por lá, nem que fosse por uns dias), finalmente desembarquei no Aeroporto Internacional dos Guararapes e encontrei meus pais no aeroporto. 

Trouxe poucas coisas. Na mochila de costas, os eletrônicos para urgências e para fazer alguma coisa da faculdade durante os dias que estiver com os parentes, documentos, água, necessarie com maquiagem e produtos de beleza, casaquinho para a madrugada no aeroporto e coisas pessoais (carteira, chaves, etc).

Na mala pequena poucas peças de roupas (2 shorts, 4 camisetas, peças íntimas, 2 calças jeans, 2 camisas, 1 sapato, 1 tênis, 2 pares de meias, materiais do mestrado, carregadores, etc). Consegui levar tudo comigo no avião evitando ficar esperando na esteira o despacho das malas, no final nem fez tanta diferença. Uma coisa aprendi com viagens anteriores: quanto menos mala carregares, menos stress terás durante a viagem. 

Encontrando os pais:

Minha mãe, bela e simpática como sempre e meu pai tentando disfarçar a felicidade e eu segurando o choro de tanta saudade e felicidade ao mesmo tempo. Foi um daqueles reecontros como naqueles episódios de “Chegadas e Partidas” da GNT.

Depois retornei ao Ibura, mais exatamente ao UR-5 (Unidade Residencial – 5), uma espécie de sub-bairro dentro do todo maior que é o Ibura, sendo este considerado depois de Boa Viagem e Casa Amarela um dos mais populosos do Recife e com o maior número de jovens e crianças. E infelizmente, maior número nos índices de criminalidade e violência, que vem reduzindo nos últimos anos graças ao trabalho de muitas pessoas e organizações, além das muitas ações de cidadania que de alguma maneira ajudam na melhoria da vida das pessoas. De um modo bem geral grande parte dos problemas do bairro tem haver com saneamento básico, coleta de lixo, asfaltamento, violência doméstica, alcoolismo, população sem teto, políticas de cultura para juventude, o canal que atraí mosquitos, etc.

Chegando lá nenhuma surpresa: tudo do mesmo jeitinho, as pessoas, os comércios, o ambiente… E claro, aqueles antigos problemas que todo bairro de periferia em Recife tem. Na rua onde cresci e passei boa parte da minha vida tem algumas características únicas: possuí 3 escolas (uma delas eu dei aulas por uns 3 anos), passa 4 linhas de ônibus, possuí 3 barzinhos, lan house (de Moza Metal) e muitas casas de aluguel (boa parte delas são do Seu Domingos, tipo o Silvio Santos daqui), sem falar no número de igrejas (que são muitas por aqui) e estabelecimentos comerciais também (muitos barzinhos, lanchonetes, salões de beleza, supermercados, padarias, açougue, lojinhas… tem de tudo!)

A vizinhança é a mesma. Na UR-5 raramente as pessoas se mudam e possuem o hábito de se sentar em frente à casa uns dos outros para conversar ou apenas ficar sentados olhando o movimento até a hora do café (o que determina o tempo que as pessoas ficam sentadas na rua é a hora da novela que ninguém quer perder). Pra ser sincera, não consegui ainda conversar com todos os vizinhos (vamos com calma pra não parecer político em época de eleição tentando aparecer parar conseguir votos sem nem mesmo concorrer a um cargo, hehe!). 

Melhor coisa: ver os cachorrinhos e a gatinha da minha mãe. Estou devendo fotos deles… 

Darua é um cachorrinho que apareceu em casa em meados de 2005 ou 2006. Ele chegou em nossa porta bem magrinho, cheio de feridas… Em outras palavras: sem lenço e nem documento. Não sabemos onde ele nasceu, quem o deixou na rua… Não sabíamos nada sobre a história dele. Apenas o deixamos ficar e ficou. Hoje Darua (ou dadazinho como eu costumo chamá-lo) está bem velhinho, com o pelo sem aquele brilho de antes, ainda com aqueles carrapatos que nenhum remédio e vacina resolvem, mas parece estar bem feliz por ter a princesa do seu lado (uma cadelinha que chegou na casa da mãe recentemente).

Ele demorou para me reconhecer, somente depois ficou todo cheio de dengo e chegando perto de mim para pedir carinho. Minutos depois que eu cheguei em casa, meu pai comprou uma garrafa de vinho tinto do Rio São Francisco e bacalhau (chiqueza total!) e eu reencontrei meu antigo quarto que minha mãe manteve de alguma maneira conservado e organizado. Todas as minhas roupas antigas estavam lá, bem como os meus livros e materiais da faculdade e das escolas onde lecionei. Tudo guardadinho. Olhei por um momento para aquele quartinho com a parede pintada de forma rala, – precisava uma nova pintura, assim como uma boa reforma na casa dos meus pais. Quando eu passar no concurso público ou conseguir um bom emprego posso fazer financiamento para comprar os materiais, pagar a mão de obra e chamar um arquiteto. 

Retornar a casa que morei por tantos anos me trouxe uma avalanche de emoções (tristeza, alegria, saudade de tempos que não voltam mais e eu não gostaria que voltassem, afinal das contas… Segue o baile!) fiquei parada imóvel por alguns minutos pensando em tudo e me sentindo grata por estar aqui, por estar com meus pais, com os cachorros, por ver meu irmão (que não mudou muito, mas parece focado em construir sua vida), os vizinhos, etc. 

Depois saí com meus pais para o shopping, Recife Antigo e visitar outros parentes na cidade que eu nasci: Paulista. Confesso que senti um certo descaso e abandono com a cidade, especialmente na BR 101, Zona Sul de Recife, Mercado Público e outros pontos turísticos que mereciam um cuidado melhor, outras áreas que mereciam melhor investimento, aquela manutenção básica na cidade inteira. 

O Recife Antigo está bem convidativo com aqueles bares e cafezinhos bonitinhos ao lado do Marco Zero. O Museu do Frevo passou por reformas, a Torre Malakoff também, o Centro de Artesanato, a decoração das ruas está meio sem graça… No geral tudo na mesma, mas com eventos legais rolando pela cidade (Bar do Burburinho, Galeria Joana D’Arc, Rock & Ribs, Teatro da Caixa Cultural). Mais aqui.

Continuarei postando em breve 🙂

 

 

 

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