O último adeus da Sexton Blake em Pelotas

Trago notícias: minha história em Pelotas terminou, foi ótimo ter passado os últimos meses morando naquele simples apartamento (só meu) na Duque de Caxias. Morar totalmente sozinha tem suas vantagens e desvantagens, sobre a última é a de não ter com quem contar ou segurar as pontas quando as coisas ficaram difíceis.

O lado positivo: Pelotas é uma cidade acolhedora e tudo me fazia lembrar sobre os meus livros do Gilberto Freyre e tudo que eu tinha aprendido sobre nossa identidade de colonizados na escola, com ênfase nos aspectos mais positivos e menos dramáticos. Ter ido ao festival internacional de música e para a FENADOCE foram coisas do tipo “made my day” e muito divertidas também.

Por fim, seguem minhas últimas fotos em Pelotas. De uma referência ao famoso Pagode Chinês “The Liuhe Pagoda” (Six Harmonies Pagoda) de Hangzhou, situado na província de Zhejiang na China, construído em 1165 AD durante a Song Dynasty presente no prédio arquitetônico da rodoviária de Pelotas.

De Pelotas fui para Porto Alegre onde eu e minha tia Ivone ficamos por cinco dias e lá aproveitamos bastante para conferir as últimas exposições nos principais museus da cidade, fazer uma pausa para o lanche no Chalé XV, e o mais bacana: assistir ao 3° Festival BB de Blues e Jazz e ufa! após longas caminhadas pelo centro histórico e Bom Fim e compras de livros arrumamos as malas e voltamos para Recife.

É bom voltar para casa. Nada melhor que rever a família e amigos e se preparar para o natal. 

Sobre filmes e sonhos: Amigas de Colégio (Fucking Amal)

Eu gostaria de compartilhar um filme muito importante para minha vida apesar do título um tanto “controverso” para os falantes de língua portuguesa e inglesa, mas que trata de temas que para algumas pessoas são muito delicados, de um modo leve e muito familiar.

Neste filme, a homossexualidade não é um problema a ser combatido, mas sim, vivido. Na verdade esta palavra sequer é mencionada no filme. A atração de uma adolescente por Elin, é algo que vai surgindo de uma forma natural, no processo de constituição da identidade desta personagem.

O filme é especial para mim por muitos motivos: através dele eu pude conhecer muitas coisas que hoje me fazem ser o que eu sou, embora não seja homossexual. É como se este filme tivesse aberto portas em minha mente para novos conhecimentos que me tornaram uma pessoa mais respeitosa, empática e aberta a diferença e a diversidade dos modos de ser, pois assim como a

Assim como eu, Agnes eu era uma adolescente que vivia em um bairro afastado do centro da cidade com poucas opções de lazer, até hoje sonho em construir uma livraria com um cafezinho lá e claro, com ótimas músicas de som ambiente. Ainda não consegui realizar este sonho… mas espero que um dia este se torne real.

Lembro-me que me tornei muito fã do Broder Daniel e de várias bandas de indie sueco, as quais curto até hoje!

Atualmente estou morando em outro Estado (no Rio Grande do Sul) por questões de estudos, casamento, etc., mas o sonho de abrir uma livraria naquele estilo sueco ou francês e uma cafeteria no bairro onde eu cresci ainda permanece em mim.

Quando estive no Uruguai em 2012 e 2013 conheci algumas livrarias e bibliotecas. Umas do tipo majestosas e outras muito simples, todas estas com ótimos títulos.

Esta, por exemplo, a Babilonia Libros, me pareceu muito encantadora. Um teto de vidro, transparente para absorver e aproveitar o máximo a luz natural, algumas plantas e claro, uma diversidade imensa de livros, títulos e temas.

Créditos: https://quantocustaviajar.com/blog/babilonia-libros-montevideu/

E a Librería Puro Verso, que é muito encantadora e acolhedora:

Créditos: https://libreriapuroverso.files.wordpress.com

E esta quando estive lá em 2013 durante o feriado de carnaval.

Mesmo tendo ouvido de algumas pessoas: “ uma livraria na UR-5? Pra quê? vai ficar vazia; vai falir; ninguém vai entrar lá; ninguém é culto, lá é pei pei pei” eu realmente duvido muito disso e acredito que muitas pessoas irão lá, nem que seja por curiosidade e será um lugarzinho muito especial para aquele bairro, como um oásis, como um universo particular, como um relicário, como um pequeno esconderijo.

Estamos em 2018 e eu ainda não consegui criar isso, tentei expressar-me através de um blog muito antigo… mas não consegui executar este objetivo, quem sabe eu não consiga um dia.

Sinopse do filme:

Fucking Amail (Garotas do Colégio/Show me Love) conta a história de uma adolescente, Agnes, que se mudou com a família para uma pequena cidade sueca chamada Amal, o lugar mais chato da terra, segundo ela mesma. Agnes não consegue fazer amigos no colégio e sua companheira na sala é uma garota que vive em uma cadeira de rodas.

Para complicar ainda mais as coisas, ela está apaixonada por Elin, uma garota do colégio, porém o único a saber desta paixão é seu computador, onde ela faz todas as suas anotações. No dia de seu aniversário, Agnes não percebe que a irmã mais velha de Elin descobre suas anotações e faz uma aposta com a irmã: se ela deixar Agnes beijá-la, pagará à irmã 20 cronas (moeda sueca). Este é só o começo de uma série de situações vividas por essas adolescentes nesta pacata cidade.

O filme ganhou o prêmio de Melhor Filme Gay/Lésbico no Festival de Berlim 1999.

A ficha técnica do filme pode ser consultada aqui.

Curiosidades:

    1. Também recomendo o disco “200 km/h in the Wrong Lane” da banda russa “T.a.T.U” que foi produzido na mesma época e também trata de questões envolvendo relacionamento entre pessoas do mesmo sexo em um país como a Rússia de religião ortodoxa.
    2. Uma das atrizes do filme Fucking Amail, Alexandra Dahlström trabalhou como tradutora de Russo e também participou de uma série: Covert Affair — Assuntos Confidenciais (2010–2014) dirigida por Alexander Soloviev com uma sinopse muito instigadora.

“Uma jovem agente/estagiária da CIA, Annie Walker, é enviada para o campo para trabalhar na Divisão de Proteção Doméstica. Auggie Anderson é um agente cego da tecnologia e é o guia de Walker em sua nova vida na CIA” que ela trabalha no Museu Smithsonian”.

Ainda não assisti a série, mas irei procurá-la para ver melhor. Quanto as outras atrizes, vou dedicar outro post para escrever mais sobre o trabalho delas e o do próprio Lukas Moodysson que está prestes a estrear uma série pela HBO.

Aguardem!

 

 

Nathalia Marques compartilha sua experiência de worldpackers em Gramado

Publicado originalmente aqui.

WP: Por que você escolheu esse anfitrião?

Bom, eu sou nômade digital e estou sempre procurando um novo destino.

Na época, eu tinha passado um tempo na minha cidade e sentia que já estava na hora de cair na estrada novamente. Contudo, eu não tinha nenhum destino em mente. Quando vi a vaga do Hostel Chocolatchê achei uma ótima oportunidade para conhecer Gramado.

WP: Como era o seu dia-a-dia como worldpacker?

Minha rotina era muito tranquila. No Hostel Chocolatchê, eu cuidava das redes sociais e trabalhava cinco horas por dia.

Para conseguir aproveitar a viagem melhor, programei meu horário para a parte da manhã, pois assim tinha a tarde livre.

WP: Quais lugares conseguiu conhecer no seu tempo livre?
Conheci todos os lugares que me interessavam, por exemplo, Lago Negro, a Rua Torta, a Praça das Etnias, Canela e outros.

Algo muito interessante foi a possibilidade conhecer mais sobre a cidade com os moradores. Foi uma experiência bem profunda.

WP: Quanto gastou com alimentação, transporte e passeios?
Fiquei cerca de 20 dias em Gramado e acredito que gastei mais ou menos uns R$500.

Contudo, preciso destacar que meu modo de viajar é bem econômico.

Por exemplo, ando de ônibus, caminho muito, a maioria das minhas refeições são preparados no hostel e sempre priorizo passeios gratuitos.

WP: Qual é a coisa mais incrível sobre esse anfitrião?

O mais bacana é que a Raquel, dona do Hostel, te deixa muito a vontade para fazer seus horários e faz você se sentir em casa. Além disso, não tive problema em agendar minha folga.

A metáfora do aeroporto: textos soltos

Na última viagem que fiz passei mais tempo do que eu deveria no aeroporto: praticamente toda a madrugada e fiquei lá observando o movimento das pessoas e pensando sobre as coisas, dentre elas é o que significa ser como um aeroporto? Acredito que ser como um aeroporto é ter que ficar estático e constante quando diferentes coisas passam por nós. 

É um lugar que requer muito equilíbrio e um certo auto-conhecimento para não ser levado com aquilo que nos passa e esquecermos das nossas obrigações ou compromissos. Ser como um aeroporto é receber todos dias muitas informações vinda de diferentes lugar. Essas informações poderiam ser os vôos (nacionais e internacionais com diferentes tripulantes e passageiros), que cada vez que passam por nós trazem novos dados. 

Ser como um aeroporto é estar aberto a muitas coisas, pois cada um que passa pode levar um pouco de nós e de nos deixar muitos problemas também. Ser como um aeroporto é chato, entediante e uma luta pelo foco e concentração, mas ser um aeroporto pode nos proporcionar muitas experiências até descobrirmos o nosso lugar e nosso posto seguro. 

Pra ser bem honesta ser como um aeroporto é o lugar mais seguro de se estar, embora seja o menos interessante, já que tudo passa e ficamos lá. Em determinadas épocas ser um aeroporto é cansativo, porque há muito movimento nele, muitos aviões pousando, fluxo intenso de passageiros, confusões por causa de bagagens extraviadas, vôos perdidos e problemas técnicos nas aeronaves. Há muita coisa bonita que acontece dentro dos aeroportos… Idas e vindas, chegadas e despedidas, desencontros e reencontros, abraços, lágrimas, plaquinhas, festas e pessoas felizes. 

Há coisas mais interessantes que podem ser encontradas nos aeroportos: diversidade, lojas maravilhosas, cafés, restaurantes, inúmeros serviços, segurança, fiscalização e todos trabalhando em seus postos, 24 horas por dia. Se olharmos com atenção ser como um aeroporto pode não ser tão ruim, é apenas frustrante ver que todos embarcam para lugares maravilhosos e os aeroportos ficam apenas no mesmo lugar. 

Outra questão importante sobre os aeroportos é refletir se é realmente esse o nosso posto, se não seria outro, se por uma obra do acaso, se não houve trocas. Como por exemplo, aeroportos sendo “aquelas maravilhosas coisas que passam” e as coisas maravilhosas coisas que passam, sendo como aeroportos, e por isso, se sentindo entediadas, já que aeroportos costumam ser como são: estáticos, estão sempre lá para qualquer coisa que aconteça, conhecem apenas aquilo que passa por lá e nisto pode residir muitas críticas, estão acostumados com um tipo de iluminação, um tipo de temperatura, alguns padrões que não se alteram, gostam de estar seguros e dar para o seu público alguma segurança e organização.

E pode haver ainda algo mais interessante: aeroportos que gostariam de alçar vôos como uma aeronave. 

Para o que passa e quem passa as percepções, características e os interesses são distintos. A pressa em trocar de vôos, a preocupação com a bagagem e as perspectivas para chegar no seu destino. Os homens de negócio vestindo terno, os adolescentes animados para curtir as férias, famílias numerosas com aquelas crianças que não param de chorar, casais em lua de mel, pessoas partindo para viagens solitárias, selfies, pessoas dormindo nos bancos, os inúmeros profissionais que trabalham em horários diferentes, as câmeras, os procedimentos de segurança, os painéis com as informações sobre os horários, a sinalização (algo muito importante nos aeroportos) para localizar os portões corretos, as lojas, praças de alimentação, serviços bancários, dentre outros setores. Tudo isso faz parte de um aeroporto, entretanto o significado mais apropriado em minha opinião seria daquele lugar estático, embora com muitas atividades onde as coisas e pessoas passam. 

Ser como um aeroporto ainda que espero eu, por pouco tempo até a ordem natural das coisas volte retorne e reorganize todas as coisas e postos, incluindo o meu que definitivamente não é esta que deve ser do tamanho de um grão de linhaça. Olho de todos os pontos que me encontro as coisas passarem, as pessoas passarem e as informações, seja lá qual for transitarem, serem compartilhadas, distorcidas, mas enviadas aos seus destinatários. 

Ser um aeroporto, embora temporariamente (na verdade há quase três anos) tem sido interessante, embora chato e exaustivo física e mentalmente. Tal função não pode ser confundida com outra coisa, vocês sabem, aqueles “duplos sentidos” e associações que costumamos fazer utilizando outros elementos do cotidiano – e do imaginário popular. Ser como um aeroporto é tenta buscar aquele equilíbrio necessário mesmo em momentos e situações mais complicadas. 

Ser como um aeroporto é ser leal a algo que não sabemos exatamente o que é, pois apenas as coisas nos passam e conhecemos apenas aquele determinado espaço, mas se tem algo que temos que fazer é seguir e cumprir nosso papel, ainda que haja muitos problemas, dilemas e provas. Ser como um aeroporto é ser um porto seguro e forte, saber como melhor atender as mais exigentes demandas e deixar que as coisas passem sem que deixemos nossos postos e nos perdemos. Quando se é um aeroporto é preciso ser e continuar, mesmo que daqui há uma hora, sejamos forçados a ser outra coisa, ou voltar para nossa original função sem maiores explicações ou meios para fazê-lo.

E, por fim, ser como um aeroporto, nos desafia a lidar com muita tristeza e mentiras em nossa volta, mas isso é outra conversa. 

Retorno à Recife

“Voltei Recife… Foi a saudade que me trouxe pelo braço”

Depois de quase 3 anos sem pisar em solo Pernambucano e mais 3h30min de vôo com conexão em São Paulo (e espera de quase 4 horas – soneca em frente à Kopenhagen do terminal 2 no Aeroporto de Congonhas e mais uma parada técnica em Salvador que me deu vontade de descer e ficar por lá, nem que fosse por uns dias), finalmente desembarquei no Aeroporto Internacional dos Guararapes e encontrei meus pais no aeroporto. 

Trouxe poucas coisas. Na mochila de costas, os eletrônicos para urgências e para fazer alguma coisa da faculdade durante os dias que estiver com os parentes, documentos, água, necessarie com maquiagem e produtos de beleza, casaquinho para a madrugada no aeroporto e coisas pessoais (carteira, chaves, etc).

Na mala pequena poucas peças de roupas (2 shorts, 4 camisetas, peças íntimas, 2 calças jeans, 2 camisas, 1 sapato, 1 tênis, 2 pares de meias, materiais do mestrado, carregadores, etc). Consegui levar tudo comigo no avião evitando ficar esperando na esteira o despacho das malas, no final nem fez tanta diferença. Uma coisa aprendi com viagens anteriores: quanto menos mala carregares, menos stress terás durante a viagem. 

Encontrando os pais:

Minha mãe, bela e simpática como sempre e meu pai tentando disfarçar a felicidade e eu segurando o choro de tanta saudade e felicidade ao mesmo tempo. Foi um daqueles reecontros como naqueles episódios de “Chegadas e Partidas” da GNT.

Depois retornei ao Ibura, mais exatamente ao UR-5 (Unidade Residencial – 5), uma espécie de sub-bairro dentro do todo maior que é o Ibura, sendo este considerado depois de Boa Viagem e Casa Amarela um dos mais populosos do Recife e com o maior número de jovens e crianças. E infelizmente, maior número nos índices de criminalidade e violência, que vem reduzindo nos últimos anos graças ao trabalho de muitas pessoas e organizações, além das muitas ações de cidadania que de alguma maneira ajudam na melhoria da vida das pessoas. De um modo bem geral grande parte dos problemas do bairro tem haver com saneamento básico, coleta de lixo, asfaltamento, violência doméstica, alcoolismo, população sem teto, políticas de cultura para juventude, o canal que atraí mosquitos, etc.

Chegando lá nenhuma surpresa: tudo do mesmo jeitinho, as pessoas, os comércios, o ambiente… E claro, aqueles antigos problemas que todo bairro de periferia em Recife tem. Na rua onde cresci e passei boa parte da minha vida tem algumas características únicas: possuí 3 escolas (uma delas eu dei aulas por uns 3 anos), passa 4 linhas de ônibus, possuí 3 barzinhos, lan house (de Moza Metal) e muitas casas de aluguel (boa parte delas são do Seu Domingos, tipo o Silvio Santos daqui), sem falar no número de igrejas (que são muitas por aqui) e estabelecimentos comerciais também (muitos barzinhos, lanchonetes, salões de beleza, supermercados, padarias, açougue, lojinhas… tem de tudo!)

A vizinhança é a mesma. Na UR-5 raramente as pessoas se mudam e possuem o hábito de se sentar em frente à casa uns dos outros para conversar ou apenas ficar sentados olhando o movimento até a hora do café (o que determina o tempo que as pessoas ficam sentadas na rua é a hora da novela que ninguém quer perder). Pra ser sincera, não consegui ainda conversar com todos os vizinhos (vamos com calma pra não parecer político em época de eleição tentando aparecer parar conseguir votos sem nem mesmo concorrer a um cargo, hehe!). 

Melhor coisa: ver os cachorrinhos e a gatinha da minha mãe. Estou devendo fotos deles… 

Darua é um cachorrinho que apareceu em casa em meados de 2005 ou 2006. Ele chegou em nossa porta bem magrinho, cheio de feridas… Em outras palavras: sem lenço e nem documento. Não sabemos onde ele nasceu, quem o deixou na rua… Não sabíamos nada sobre a história dele. Apenas o deixamos ficar e ficou. Hoje Darua (ou dadazinho como eu costumo chamá-lo) está bem velhinho, com o pelo sem aquele brilho de antes, ainda com aqueles carrapatos que nenhum remédio e vacina resolvem, mas parece estar bem feliz por ter a princesa do seu lado (uma cadelinha que chegou na casa da mãe recentemente).

Ele demorou para me reconhecer, somente depois ficou todo cheio de dengo e chegando perto de mim para pedir carinho. Minutos depois que eu cheguei em casa, meu pai comprou uma garrafa de vinho tinto do Rio São Francisco e bacalhau (chiqueza total!) e eu reencontrei meu antigo quarto que minha mãe manteve de alguma maneira conservado e organizado. Todas as minhas roupas antigas estavam lá, bem como os meus livros e materiais da faculdade e das escolas onde lecionei. Tudo guardadinho. Olhei por um momento para aquele quartinho com a parede pintada de forma rala, – precisava uma nova pintura, assim como uma boa reforma na casa dos meus pais. Quando eu passar no concurso público ou conseguir um bom emprego posso fazer financiamento para comprar os materiais, pagar a mão de obra e chamar um arquiteto. 

Retornar a casa que morei por tantos anos me trouxe uma avalanche de emoções (tristeza, alegria, saudade de tempos que não voltam mais e eu não gostaria que voltassem, afinal das contas… Segue o baile!) fiquei parada imóvel por alguns minutos pensando em tudo e me sentindo grata por estar aqui, por estar com meus pais, com os cachorros, por ver meu irmão (que não mudou muito, mas parece focado em construir sua vida), os vizinhos, etc. 

Depois saí com meus pais para o shopping, Recife Antigo e visitar outros parentes na cidade que eu nasci: Paulista. Confesso que senti um certo descaso e abandono com a cidade, especialmente na BR 101, Zona Sul de Recife, Mercado Público e outros pontos turísticos que mereciam um cuidado melhor, outras áreas que mereciam melhor investimento, aquela manutenção básica na cidade inteira. 

O Recife Antigo está bem convidativo com aqueles bares e cafezinhos bonitinhos ao lado do Marco Zero. O Museu do Frevo passou por reformas, a Torre Malakoff também, o Centro de Artesanato, a decoração das ruas está meio sem graça… No geral tudo na mesma, mas com eventos legais rolando pela cidade (Bar do Burburinho, Galeria Joana D’Arc, Rock & Ribs, Teatro da Caixa Cultural). Mais aqui.

Continuarei postando em breve 🙂

 

 

 

Balanço de fim de ano

2017 foi um ano bem agitado. Muitas atividades, apresentações de trabalhos acadêmicos, projetos, publicações eventos, concursos e tudo mais. 

Uma das coisas mais bacanas esse ano foi ter ido à São Paulo e ter conhecido vários lugares da cidade na companhia da Rayanne. Infelizmente não consegui encontrar a Fravete e nem o Sans que se mudou daqui pra lá. Fica pro ano que vem!

Algumas fotos do Bairro Liberdade:

Também visitei meus primos no Rio de Janeiro e meu tio. Foi ótimo rever a família e conhecer parentes distantes. 

Algumas fotos de Pedra de Guaratiba:

Gostaria de ter feito mais coisas esse ano, como ter viajado mais, ter lido mais livros, assistido mais seriados e realizado coisas diferentes, mas isso ficará como meta para o próximo ano. 

Fiz minha lista de livros para ler 

1 ano e meio após o divórcio, minha vida segue um bom rumo de um jeito mais tranquilo e leve e os meus objetivos se mantém: concluir meu mestrado e quem sabe já engatar um doutorado aqui ou em outro lugar. 🙂

Também pretendo adotar um cachorrinho. 

Continuo estudando para os concursos e sempre de olho nas coisas para fazer e lugares novos pra conhecer. 

2017 foi realmente um ano louco para mim. Muitas mudanças de residência, estudos para diversos concursos públicos, entrevistas de emprego, defesa de projeto de dissertação e muitas coisas inesperadas aconteceram. Foi um ano em que me senti muito solitária, mas esperançosa que as coisas vão melhorar em breve.

Também me diverti e aprendi muito nos eventos e viagens que eu fiz sozinha ou acompanhada por amigos como o Eduardo Kluwe Veiga.

Neste fim de ano, quero agradecer a todos que me apoiaram nos momentos mais difíceis da minha vida.

Peço desculpa pelas minhas faltas, erros, ausências e “vacilos” não intencionais.

Estamos em constante evolução e desejo a cada dia me tornar uma pessoa melhor e mais honesta, verdadeira, leal, paciente, bondosa, amorosa, respeitosa, carinhosa com todos, independente de crenças, opções, convicções, opiniões e posições. Toda forma de expressão é bem vinda e mantenho uma postura aberta para ouvir e compreender a todos que me procuram ou me confrontam com suas posições.

Quero agradecer aos meus professores, colegas da universidade, companheiros de moradia estudantil que tanto me apoiaram nos momentos mais duros e em especial aos meus familiares e amigos mais próximos que outros parentes por me suportar, aturar e me ouvir mesmo quando eu não parecia fazer qualquer sentido.

Desejo que o ano de 2018 seja repleto de alegrias, amizade presenciais haha, amor, caridade, paz e mais bondade, clareza, verdade e generosidade.

Peço mais uma vez as sinceras desculpas a todos que porventura machuquei, decepcionei ou magoei. Não foi a minha real intenção…

Desejo um feliz natal para todos e um 2018 incrível! 🙂

 

Férias curtas

Depois de tanto tempo sem sair de casa, apenas estudando e dando pequenos rolezinhos resolvi visitar meu primo e sua mulher em Sepetiba no Rio de Janeiro.

Em agosto de 2016, meu primo sofreu um grave acidente de carro e na época eu estava com muitos problemas pessoais e não consegui visitá-lo. Então, eu me organizei melhor e fui lá visitar o pessoal e conhecer a parentada.

Confesso que senti vontade de mudar pra lá por causa da tranquilidade e sentimento de paz e segurança… Também senti muita nostalgia em verdade como os grandes avanços tecnológicos chegam aos poucos e como é bom ter cuidado para não transformar os lugares e as pessoas naquilo que elas não são. Aprendi muito sobre a cultura local, especialmente sobre a influência das igrejas (seja em qualquer denominação) na vida dos jovens, crianças e idosos no sentido de lazer e espaço para socialização e também educação.

Amei conhecer a Igreja Presbiteriana de Sepetiba e o Pastor Gilberto e sua esposa Amanda, a Igreja Assembléia de Deus e sentir a FORÇA das manifestações de matrizes africanas e o poder dos seus devotos. Isso tudo me ensinou muito sobre a necessidade de mais respeito, trocas e cumplicidade. Me mostrou que visões tão diferentes podem ter pontos em comum, que é o desejo pela paz, harmonia, prosperidade, alegria, amizade e amor.

Estava tudo indo muito bem e proveitoso mas lembrei que tenho dissertação pra terminar, apresentações para divulgar a plataforma e também colocar no lattes, artigos para publicar e ideias pra desenvolver.  Meu corpito não parou um segundo durante esses dias que fiquei lá e me divertir muito com a Andreza e com seus filhos 🙂 

Dei uma passadinha nos pontos turísticos do Rio de Janeiro… É tudo muito aquilo que já sabemos e por isso foquei em descobrir outros lugares que não conhecia nem de ouvir falar.

Fiz alguns registros no Instagram e outros que vou postar em breve por aqui. 

Ansiosa pelas próximas férias!

 

Cores de Sintra – Portugal (Parte I)

Nessas férias pude conhecer a magnífica vila de Sintra.

Caracterizada pelo seu encanto e serenidade singulares, a vila de Sintra oferece cenários de uma beleza surpreendente, com a sua vasta serra rochosa, densa vegetação e praias imaculadas. Designada de “Serra da Lua” pelos Celtas e de “Mons Lunae” pelos Romanos, a mística serra de Sintra abrange também um vasto parque natural que se estende até à costa marítima de Cascais’.


Durante cinco séculos, a realeza portuguesa usou as suas maravilhosas mansões e propriedades de luxo como residências de Verão para desfrutar do ar puro e do refrescante microclima da serra, escapando ao calor citadino. Em tempos descrita pelo poeta inglês Lord Byron como um “Glorioso Éden”, esta terra onírica e fantástica continua a atrair grandes escritores e realizadores de cinema, os quais encontram inspiração tanto na incomparável beleza de Sintra como nas suas lendas e história.

O centro histórico de Sintra é um museu a céu aberto, repleto de tesouros magníficos, como os jardins do luxuoso Tivoli Palácio de Seteais, o Convento dos Capuchos do século XVIII, o Parque de Monserrate e diversos museus. Dois dos mais prestigiados campos de golfe da zona de Lisboa, o Penha Longa Golf e Beloura Golf, ficam a curta distância de automóvel do centro de Sintra e garantem condições e vistas magníficas. As pequenas lojas encantadoras, os antiquários, os restaurantes e os cafés enriquecem de igual forma esta vila pitoresca, além dos vários museus onde poderá apreciar desde arte moderna a arqueologia e brinquedos históricos.

O Palácio Nacional encontra-se no centro histórico, perto do Tivoli Sintra Hotel Trata-se de um monumento impressionante, conhecido por ser o único palácio real do país, de origem medieval, que permanece intacto. A esplêndida combinação de estilos – Mourisco, Gótico e Manuelino – assim como as suas salas ricamente ornamentadas, os azulejos de tipo oriental, as pinturas delicadas, a mobília antiga e as belíssimas tapeçarias valem bem a visita a este palácio. Porém, as características mais notórias deste monumento são as duas altas chaminés cônicas – um verdadeiro ponto de referência nos ares brumosos de Sintra.

Serpenteando por um dos cumes da serra, ergue-se o Castelo dos Mouros, que remonta aos séculos VIII–XIX e é um testemunho do passado de Portugal. Conquistada pelo rei D. Afonso Henriques em 1147 e restaurada por ordem do rei D. Fernando II em 1839, esta estrutura militar colossal manteve-se preservada ao longo do tempo. Observe as torres austeras, a cisterna original e as extraordinárias ameias do castelo, de onde poderá admirar maravilhosas vistas panorâmicas sobre a cidade.

O excêntrico Palácio da Pena, um dos ex-líbris da paisagem de Sintra, é considerado uma das obras-primas arquitetônicas mais originais de Portugal. Faz lembrar um palácio de contos de fadas e exibe uma fusão de estilos Gótico, Manuelino, Mourisco e Indiano. Remonta ao século XIX e está classificado como Patrimônio da Humanidade da UNESCO, contendo uma série de torreões exóticos, baluartes e cúpulas de tons pastel, janelas com caixilhos minuciosamente trabalhados e pináculos de cores reluzentes. Mandado construir pelo rei D. Fernando II e pela rainha D. Maria com o propósito de criar um retiro idílico para a realeza, este palácio romântico contém salas de estilo vitoriano, trompe-d’oeils, mobília real e jardins magnificamente cuidados.

Admire os espetaculares pores-do-sol nas praias de Sintra, na encantadora aldeia piscatória de Azenhas do Mar ou na praia da Ericeira, popular pelos desportos aquáticos. As praias Grande, da Adraga e das Maçãs são algumas das mais frequentadas de Sintra, procuradas pela sua beleza natural e excelentes condições de surf e bodyboard.

Deleite-se com as especialidades gastronômicas de Sintra e saboreie as excelentes queijadas!

Sintra tem muitas cores, sabores e amores.

Fotografias por Rafaela Melo.

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