Monthly Archives: agosto 2014

Publicação: Periódico Zero a Seis [Florianópolis] – V. 1, n. 30 ( Jul./Dez. 2014)

Infâncias Glitz: um estudo sobre as imposições dos concursos de beleza aos corpos infantis

Rafaela da Silva Melo, Rosângela de Fátima Rodrigues Soares

Resumo

A partir dos trechos extraídos de episódios do reality show Pequenas Misses (Toddlers and Tiaras) e das contribuições dos estudos da infância e da perspectiva teórica pós-estruturalista, busco analisar os discursos de “verdade” que sustentam a necessidade da transformação radical dos corpos infantis para atender às exigências dos concursos beleza. Discursos que tem servido de justificativa para as formas contemporâneas de exploração, abuso, disciplinamento e governo dos corpos infantis.

Palavras-chave: Infâncias; Corpo; Modos de Subjetivação.

O artigo está disponível na íntegra neste link: https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/view/32165

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Filed under Artigos, Educação, Infância

Nigeriano cria bonecas negras contra preconceito e supera venda de Barbie

Fonte: Portal G1.

A Nigéria é o país com a maior população negra do mundo. Mesmo assim, quando o nigeriano Taofick Okoya foi comprar um presente de aniversário para sua sobrinha, em 2006, só achou bonecas brancas nas lojas.

Foi então que o empresário de 44 anos, que na época era diretor-executivo da empresa familiar de utensílios de plástico, teve a ideia de fabricar bonecas que fossem da cor da imensa maioria das crianças de seu país. Surgiu, assim, a Queens of Africa (“rainhas da África”), uma empresa que hoje já vende mais bonecas na Nigéria do que a famosa Barbie.

“A ideia é promover a autoaceitação e a confiança nas crianças africanas e nigerianas. Queria que elas gostassem de si mesmas e de sua raça. Percebi que a superexposição a bonecas e personagens brancos fazia com que elas desejassem ser brancas”, disse Okoya ao G1.

Ele conta que teve um exemplo disso em sua própria casa, em uma conversa com sua filha, quando ela tinha 3 anos de idade. “Os personagens preferidos dela eram todos brancos, as bonecas, também. Um dia ela me perguntou: ‘de que cor eu sou?’. Disse que ela é negra e ela falou que preferiria ser branca. Tive que explicar que há tipos diferentes de pessoas e culturas no mundo, que não somos todos iguais, e que negro também é bonito”, diz ele.

Resistência

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A Queens of Africa fabrica seis modelos de bonecas, que representam os três maiores grupos étnicos da Nigéria: Hausa, Igbo e Yoruba. Os cabelos e as roupas se baseiam em looks de mulheres africanas. A marca enfrentou resistência no início. Segundo Okoya, os nigerianos não estavam acostumados a ver bonecas negras e as crianças preferiam as brancas.

Além da barreira cultural, havia a barreira econômica. “Bonecas são vistas como algo elitista na Nigéria, porque costumam ser caras”, diz o empresário. A solução foi criar produtos com várias faixas de preço: a boneca mais barata, chamada Princesa Naija, é vendida pelo equivalente a US$ 5 (cerca de R$ 11). Depois de “muitos altos e baixos”, a Queens of Africa emplacou. Em média, são fabricadas cerca de 24 mil unidades por mês – o número sobe nos períodos festivos, como Natal e Dia das Crianças.

 

Brasil

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Por enquanto, as bonecas só são vendidas na Nigéria, mas Okoya pretende mudar isso logo. Segundo ele, até o fim do ano a marca fará vendas online. Ele diz tambem que há empresas de outros países da África, da Europa e dos Estados Unidos interessadas em revender os produtos.

Percebi que a superexposição a bonecas e personagens brancos fazia com que as crianças nigerianas desejassem ser brancas” Taofick Okoya

No perfil da marca numa rede social uma mensagem em inglês e em português diz que as bonecas chegarão em breve ao mercado brasileiro. Okoya afirma que está em negociação com uma pessoa que venderia or produtos no Brasil em pequena escala – ele não revela o nome. “Quero enviar o primeiro pedido neste mês”, diz.

No mercado brasileiro, as bonecas negras são minoria, mas alguns modelos podem ser encontrados em lojas de brinquedos.
Segundo Okoya, a aceitação das bonecas na Nigéria melhorou muito com o tempo. Ele defende que as crianças sejam expostas à diversidade nas brincadeiras. “Elas têm que aprender a apreciar e a aceitar as diferenças sem perder sua própria identidade. É triste que elas cresçam com esse sentimento de insegurança, querendo ser outra pessoa”, completa.

Postagem original aqui. 

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Wikimedia se nega a tirar do ar selfie feita por macaca

Por: Blog Estadão

SÃO PAULO – As fotos acima foram tiradas por uma macaca em 2011. Os créditos, no entanto, são do dono da câmera, o fotográfo britânico David J. Slater, notório por se especializar em vida selvagem. Ele tentava tirar fotos dos animais da espécie Macaca Nigra (ou Crested Black Macaque) na ilha de Celebes, na Indonésia. Após colocar a câmera no tripé, acertar o foco automático, ele se distanciou e, como ele mesmo disse, “bingo”: começaram a mexer na câmera e em trinta minutos tiraram “centenas” de fotos, digo, selfies.

A foto foi publicada pelo fotógrafo e pela agência britânica de notícias Caters que, então, fez com que ela fosse publicada em diversas publicações ao redor do mundo, atingindo um alcance nem sonhado por Slater. Em julho de 2011, duas das imagens foram parar no Wikimedia Commons (aqui e aqui), um repositório de imagens de domínio público ou sob licença livre (Creative Commons) da Wikimedia Foundation, responsável, entre outras coisas, pela Wikipedia. Slater não gostou e exigiu a retirada. A Wikimedia, em seu relatório de transparência publicado nesta quarta, 6, explica sua posição diante do caso de modo bem simples:

“Um fotógrafo deixou sua câmera no parque nacional de Sulawesi Norte. Uma macaca fêmea pegou a câmera e fez várias fotos, incluindo autorretratos. As fotos apareceram em matérias de jornais online e, certa vez, publicada no Commons. Recebemos um pedido do fotógrafo, dizendo que ele era o dono dos direitos autorais das imagens. Não concordamos, por isso negamos o pedido.”

Polêmica

Ao jornal britânico Telegraph, Slater disse: “Se a macaca tirou a foto, os direitos autorais são dela, não eu, esse é o argumento fundamental deles [Wikimedia Foundation]. O que eles não notam é que é necessário que um tribunal decida sobre isso.”
Na página do Wikimedia Commons, as fotos, no entanto, não são apresentadas como de autoria do animal, mas de domínio público sob o argumento de que “como uma obra de um animal não-humano, não há autoria humana para se creditarem os direitos autorais”. O assunto é discutido pela própria comunidade do Wikimedia, que parece dividida.

A foto deve ser de domínio público por não ter um autor humano a quem creditá-la? Ou a foto é de Slater, já que é dono do equipamento e preparou o ambiente para que tudo acontecesse (a macaca “só apertou o botão”)?

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Provavelmente a questão será decidida em favor da melhor interpretação da lei britânica em corte. Como comparação, pela lei brasileira há pelos menos três dispositivos legais da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9610), de 1998, que poderiam estar presentes na discussão:

O parágrafo primeiro do Artigo 15 diz que “não se considera co-autor quem simplesmente auxiliou o autor na produção da obra (…) revendo-a, atualizando-a, bem como fiscalizando ou dirigindo sua edição ou apresentação por qualquer meio”. Por esse argumento, pela hipótese de que Slater pudesse ser considerado coautor, o fotógrafo não sairia em vantagem.

Há ainda o Artigo 40, que diz que “tratando-se de obra anônima ou pseudônima, caberá a quem publicá-la o exercício dos direitos patrimoniais do autor”, o que só faria sentido caso a ausência de um autor humano pudesse ser considerado uma autoria “anônima”. Se assim fosse, Slater e a agência Caters possivelmente teriam mérito no caso.

Por fim, o Artigo 45, que considera obras de domínio público as que sejam de “autor desconhecido”. Se esse argumento se sobressaísse, a Wikimedia não teria de tirar a imagem.

Matéria completa em: http://blogs.estadao.com.br/link/wikimedia-nega-retirada-de-selfie-feita-por-macaco/

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Cores de Sintra – Portugal (Parte I)

Nessas férias pude conhecer a magnífica vila de Sintra.

Caracterizada pelo seu encanto e serenidade singulares, a vila de Sintra oferece cenários de uma beleza surpreendente, com a sua vasta serra rochosa, densa vegetação e praias imaculadas. Designada de “Serra da Lua” pelos Celtas e de “Mons Lunae” pelos Romanos, a mística serra de Sintra abrange também um vasto parque natural que se estende até à costa marítima de Cascais’.


Durante cinco séculos, a realeza portuguesa usou as suas maravilhosas mansões e propriedades de luxo como residências de Verão para desfrutar do ar puro e do refrescante microclima da serra, escapando ao calor citadino. Em tempos descrita pelo poeta inglês Lord Byron como um “Glorioso Éden”, esta terra onírica e fantástica continua a atrair grandes escritores e realizadores de cinema, os quais encontram inspiração tanto na incomparável beleza de Sintra como nas suas lendas e história.

O centro histórico de Sintra é um museu a céu aberto, repleto de tesouros magníficos, como os jardins do luxuoso Tivoli Palácio de Seteais, o Convento dos Capuchos do século XVIII, o Parque de Monserrate e diversos museus. Dois dos mais prestigiados campos de golfe da zona de Lisboa, o Penha Longa Golf e Beloura Golf, ficam a curta distância de automóvel do centro de Sintra e garantem condições e vistas magníficas. As pequenas lojas encantadoras, os antiquários, os restaurantes e os cafés enriquecem de igual forma esta vila pitoresca, além dos vários museus onde poderá apreciar desde arte moderna a arqueologia e brinquedos históricos.

O Palácio Nacional encontra-se no centro histórico, perto do Tivoli Sintra Hotel Trata-se de um monumento impressionante, conhecido por ser o único palácio real do país, de origem medieval, que permanece intacto. A esplêndida combinação de estilos – Mourisco, Gótico e Manuelino – assim como as suas salas ricamente ornamentadas, os azulejos de tipo oriental, as pinturas delicadas, a mobília antiga e as belíssimas tapeçarias valem bem a visita a este palácio. Porém, as características mais notórias deste monumento são as duas altas chaminés cônicas – um verdadeiro ponto de referência nos ares brumosos de Sintra.

Serpenteando por um dos cumes da serra, ergue-se o Castelo dos Mouros, que remonta aos séculos VIII–XIX e é um testemunho do passado de Portugal. Conquistada pelo rei D. Afonso Henriques em 1147 e restaurada por ordem do rei D. Fernando II em 1839, esta estrutura militar colossal manteve-se preservada ao longo do tempo. Observe as torres austeras, a cisterna original e as extraordinárias ameias do castelo, de onde poderá admirar maravilhosas vistas panorâmicas sobre a cidade.

O excêntrico Palácio da Pena, um dos ex-líbris da paisagem de Sintra, é considerado uma das obras-primas arquitetônicas mais originais de Portugal. Faz lembrar um palácio de contos de fadas e exibe uma fusão de estilos Gótico, Manuelino, Mourisco e Indiano. Remonta ao século XIX e está classificado como Patrimônio da Humanidade da UNESCO, contendo uma série de torreões exóticos, baluartes e cúpulas de tons pastel, janelas com caixilhos minuciosamente trabalhados e pináculos de cores reluzentes. Mandado construir pelo rei D. Fernando II e pela rainha D. Maria com o propósito de criar um retiro idílico para a realeza, este palácio romântico contém salas de estilo vitoriano, trompe-d’oeils, mobília real e jardins magnificamente cuidados.

Admire os espetaculares pores-do-sol nas praias de Sintra, na encantadora aldeia piscatória de Azenhas do Mar ou na praia da Ericeira, popular pelos desportos aquáticos. As praias Grande, da Adraga e das Maçãs são algumas das mais frequentadas de Sintra, procuradas pela sua beleza natural e excelentes condições de surf e bodyboard.

Deleite-se com as especialidades gastronômicas de Sintra e saboreie as excelentes queijadas!

Sintra tem muitas cores, sabores e amores.

Fotografias por Rafaela Melo.

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Fotógrafo registra passatempos parisienses vistos de cima

Série observa cotidiano das horas livres de modelos a partir de perspectiva diferente, ‘como a de um mosquito’, diz fotógrafo.

Confira o trabalho do francês Florian Beaudenon:

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Cobertura Fotográfica – OpenStack Day – 4th Birthday OpenStack BR

No último sábado (26 de julho) aconteceu na FTEC de Porto Alegre o primeiro meetup OpenStack no Brasil. Neste mesmo dia,  foi comemorado o 4º aniversário do OpenStack com direito a um bolo patrocinado pela Fundação OpenStack. Esta comemoração ocorreu concomitantemente com outros países do mundo, envolvendo muitos participantes e palestrantes. Confira o que rolou no OpenStack Day em Porto Alegre. Fotografia: Rafaela Melo e Breno Neves.








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