Livro do ano: Exhalation: Stories

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Capa do livro.

Exhalation: Stories é uma coleção de contos do escritor americano Ted Chiang. O livro foi lançado inicialmente em 7 de maio de 2019 por Alfred A. Knopf. Esta é a segunda coleção de obras curtas de Ted Chiang, depois do livro de 2002 Stories of Your Life and Others.

Exhalations: Stories contém nove histórias que exploram questões como o lugar da humanidade no universo, a natureza da humanidade, bioética, realidade virtual, livre arbítrio e determinismo, viagens no tempo e o uso de formas robóticas de IA.

Sete contos foram publicados inicialmente entre 2005 e 2015; “Omphalos” e “Ansiedade é a vertigem da liberdade” são originais.

Quero muito ter esse! 

CNPq abre inscrições para o Prêmio Fotografia-Ciência & Arte

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abre inscrições para o IX Prêmio Fotografia-Ciência & Arte e premiará pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação que trabalham com registros fotográficos em suas pesquisas. As inscrições estarão abertas até 20 de março de 2020.

O Prêmio é dividido em duas categorias:  imagens produzidas por câmeras fotográficas e imagens produzidas por instrumentos especiais.  Os vencedores de cada categoria recebem o prêmio deR$ 8 milpara o primeiro colocado, R$ 5 mil para o segundo colocado e R$ 2 mil para o terceiro colocado. Os primeiros colocados de cada categoria irão receber, além disso, passagem aérea e hospedagem para participar da 72ª Reunião da SBPC, em julho de 2020.

 A inscrição é de caráter individual e deverá ser efetuada em apenas uma categoria, exclusivamente, na página do Prêmio na internet, onde está disponível o regulamento completo do Prêmio.

O Prêmio

O Prêmio de Fotografia – Ciência & Arte foi criado em 2011 com o objetivo de fomentar a produção de imagens com a temática de Ciência, Tecnologia e Inovação, contribuir com a divulgação e a popularização da ciência e tecnologia e ampliar o banco de imagens do CNPq.

Ao premiar imagens de qualidade, o Prêmio revela talentos e apresenta, através das inscrições, uma amostragem das imagens provenientes de trabalhos científicos desenvolvidos nas instituições de Ensino Superior e de Pesquisa no país, além de estimular os pesquisadores a usarem recursos fotográficos em suas pesquisas.

Em oito edições realizadas foram recebidas 6.367 inscrições de estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e pesquisadores brasileiros, sendo premiados 66 trabalhos oriundos de todas as regiões do país, assim distribuídos: 41 da Sudeste, 9 da Sul, 8 da Norte, 5 da Centro-Oeste e 3 da Nordeste, e 56 pesquisadores nomeados por portaria para a composição das comissões julgadoras.

Conheça as imagens premiadas dos anos anteriores: http://www.premiofotografia.cnpq.br/web/pfca/imagens-premiadas

Na cafeteria do Softbank, quem atende os clientes são os robôs

Originalmente publicado aqui.

Você entra numa cafeteria. O atendente pergunta qual é o seu pedido. Mas ele não é um humano: é um robô. Esse cenário já é realidade em Tóquio, na Pepper Parlor, cafeteria do SoftBank, inaugurada na semana passada.

Os robôs anotam os pedidos, conversam com os clientes e limpam o ambiente, além de sugerir pratos com base na expressão facial do consumidor. “Deixe-me ver seu rosto. Hmm, você parece um pouco cansado. Recomendo um waffle”, diz a Pepper para o consumidor.   

Você entra numa cafeteria. O atendente pergunta qual é o seu pedido. Mas ele não é um humano: é um robô. Esse cenário já é realidade em Tóquio, na Pepper Parlor, cafeteria do SoftBank, inaugurada na semana passada.

Os robôs anotam os pedidos, conversam com os clientes e limpam o ambiente, além de sugerir pratos com base na expressão facial do consumidor. “Deixe-me ver seu rosto. Hmm, você parece um pouco cansado. Recomendo um waffle”, diz a Pepper para o consumidor.   

O robô Pepper foi lançado em 2014 pelo SoftBank Robotics e se estima que mais de 3 mil empresas o adquiriram até hoje. Segundo a publicação Asian Review, o Softbank abriu o próprio estabelecimento para treinar a Pepper em situações do dia a dia. A unidade de robótica do SoftBank Group utilizará o conhecimento adquirido no café para aprimorar a tecnologia.

“Há muitas tarefas em que os robôs podem ajudar, seja levando comida à mesa ou retirando lixo. Queremos compartilhar as descobertas daqui com os nossos clientes”, disse Kazutaka Hasumi, vice-presidente de produtos do Softbank Robotics, ao Asian Review

Palavras do ano 2019, segundo o Dicio

Que rufem os tambores! Muita expectativa, ansiedade, barracos de família e até spoilers marcaram a divulgação da lista mais aguardada do ano, mais do que a lista de aprovados no ENEM: as palavras do Dicio em 2019. Que em minha opinião são mais tops que o Top Corgi. E vamos a lista!

Fake News

O termo Fake News que, segundo o dicionário Merriam-Webster, começou a ser usado no final do século XIX, chegou com força total no Brasil em 2019. Definido como notícias falsas compartilhadas como verdadeiras, tem seu sentido vinculado especialmente a contextos políticos.

Buraco Negro

Pela primeira vez na história, a imagem de um buraco negro foi revelada em 2019. Ela traz um enorme círculo negro no centro de uma galáxia. Cientistas comemoraram este feito pela sua extrema dificuldade, pois o campo gravitacional de um buraco negro atrai para o seu interior tudo o que está à sua volta. Genial, não?

Burnout

2019 também foi um ano muito cansativo para muita gente, especialmente para quem trabalhou em excesso. A Síndrome de Burnout, ou simplesmente Burnout, é definida como um distúrbio psíquico ocasionado pelo excesso de trabalho, que pode levar à exaustão extrema, estresse generalizado e esgotamento físico.

Sextar

Sexta-feira chegou! É hora de sextar? 2019 foi o ano em que sextar foi muito usado e parece que veio para ficar. Sextar é uma palavra nova muito utilizada em contextos informais para anunciar o início do final de semana ou a chegada da sexta-feira, normalmente com sentido carregado de empolgação e de felicidade. #sextou

Amazônia

A Floresta Amazônica esteve no centro de diversas polêmicas durante o ano de 2019, especialmente pelo aumento de focos de incêndio. A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, que se estende por 9 países sul-americanos, e tem a maior bacia hidrelétrica do planeta, tem sido alvo de ataques constantes, o que a deixa sempre em evidência.

Obesidade

2019 trouxe a notícia de que os brasileiros atingiram o maior índice de obesidade dos últimos treze anos. Segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, o número de obesos no país aumentou 67,8%. A obesidade se define pelo acúmulo anormal de tecido adiposo no organismo de um indivíduo, e consequente aumento de peso.

Lacrar

Fechar uma carta com lacre ou arrasar? Os dois sentidos são possíveis usando o verbo lacrar. Em 2019, algumas pessoas lacraram cartas, outras discussões. Lacrar, como gíria, indica que alguém arrasou, saiu-se bem, ou fechou uma discussão sem deixar opções para respostas.

Incêndio

A palavra incêndio apareceu em variadas circunstâncias este ano, não só para se referir à Amazônia, mas também para marcar dois acontecimentos trágicos: o incêndio na Catedral de Notre-Dame, em Paris, e o fogo que conflagrou o Alojamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, este último deixando 10 mortos.

Barragem

Barragem é uma estrutura de terra construída para armazenar rejeitos ou resíduos provenientes da mineração. Em 2019, o rompimento da barragem de Brumadinho, Minas Gerais, foi considerado um dos maiores desastres ambientais do país, com centenas de mortes, o que deu origem a uma comoção nacional na tentativa de ajudar os sobreviventes.

Biscoiteiro

Em 2019, o biscoiteiro deixou de ser aquele que faz biscoitos, e passou a designar também aquele que quer biscoitos, quer atenção. A gíria deriva do verbo biscoitar e define aquela pessoa que faz tudo para aparecer, para receber elogios ou curtidas em postagens nas redes sociais. Também pode ser usada no feminino, biscoiteira, com o mesmo sentido.

Minha escolha: Registro

Registro é uma forma de fazer persistir determinada informação durante um período de tempo e a ação de registrar algo; ou resultado dessa ação. Em inglês, register, significa “an official list or record, for example of births, marriages, and deaths, of shipping, or of historic places.” In the late Middle English: from Old French regestre or medieval Latin regestrum, registrum, alteration of regestum, singular of late Latin regesta ‘things recorded’, from regerere ‘enter, record’. Register e Record são palavras sinônimas na língua inglesa, mas utilizada com finalidades diferentes. 

História da Taquigrafia no Brasil

Originalmente publicado aqui.

Comemora-se no dia 3 de maio o Dia Nacional do Taquígrafo. Esta data foi escolhida pela classe, reunida soberanamente em congresso – o 1° Congresso Brasileiro de Taquigrafia, realizado em 1951, em São Paulo, e promovido pelo Centro dos Taquígrafos de São Paulo – para comemorar o Dia do Taquígrafo, iniciativa do gaúcho Adoar Abech. A data foi escolhida porque foi exatamente no dia 3 de maio de 1823 (há 177 anos, portanto) que foi instituída oficialmente a taquigrafia parlamentar no Brasil, para funcionar na primeira Assembléia Constituinte.

A introdução da taquigrafia no parlamento brasileiro deve-se a José Bonifácio de Andrada e Silva.

Homem de ciência, estadista, escritor, orador parlamentar, poeta, e considerado o mais culto dos brasileiros do seu tempo, José Bonifácio de Andrada e Silva, o “Patriarca da Independência” (assim intitulado por ter exercido papel preponderante junto a Dom Pedro I na preparação da independência do Brasil), ao ver a grande utilidade da taquigrafia nos parlamentos de outros países, lutou pela implantação de um corpo de taquígrafos no parlamento brasileiro. Assim se expressou José Bonifácio, na sessão da Constituinte, de 22 de maio: “Eu quero somente fazer uma explicação para ilustrar a matéria.

Logo que se convocou esta Assembléia viu Sua Majestade a necessidade de haver taquígrafos; eu fui encarregado de dar as precisas providências. Um oficial da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros se incumbiu de abrir uma aula de taquigrafia; e alunos matriculados trabalharam nessa aula. Para que fossem mais assíduos Sua Magestade lhes mandou dar uma diária de duas patacas, obrigando-se eles a aprender esta arte de que deviam fazer uso em serviço da mesma Assembléia. Eis aqui o que tenho que dizer para que sirva de regulamento na deliberação.”

O oficial da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros a que se refere José Bonifácio é Isidoro da Costa e Oliveira Júnior. Incumbido por Sua Majestade de preparar os primeiros taquígrafos parlamentares brasileiros, criou um Curso de Taquigrafia, e ensinou o método Taylor. Foram oito os primeiros taquígrafos parlamentares do Brasil, que fizeram parte do
histórico período da primeira Assembléia Constituinte do Brasil (em 1823):

Possidônio Antônio Alves
João Caetano de Almeida e Silva
Pedro Afonso de Carvalho
Manoel José Pereira da Silva
João Estevão da Cruz
José Gonçalves da Silva
Vitorino Ribeiro de Oliveira e Silva
Justiniano Maria dos Santos

Foi árduo o trabalho dos primeiros taquígrafos. As condições em que trabalhavam eram adversas. Era reduzido o número desses profissionais (oito); escrevia-se com pena de pato (material não-apropriado para apanhamentos taquigráficos em altas velocidades); não contavam com sistema de som como hoje em dia; faziam a tradução dos apanhamentos
taquigráficos a mão, já que não dispunham de máquinas de escrever; ficavam situados a grande distância dos oradores, pois, por causa de um preconceito da época, era vedada a entrada de taquígrafos no interior do recinto (o recinto era exclusivamente reservado para os senhores constituintes); e para piorar, no local a eles reservado para taquigrafar, ouvia-se o estrépito da rua comunicado à sala pelas janelas abertas.

Mas, em que pesem todos esses entraves para o bom desempenho de suas funções, foi o trabalho abnegado dos oito primeiros taquígrafos parlamentares brasileiros que permitiu tivesse sido conservado até hoje o que nos legaram os primeiros legisladores do Império.

Conforme muito bem expressou Antônio Pereira Pinto, em 1873, no “Memorial” em que narra a história dos Anais da Assembléia Constituinte de 1823, “sem a Taquigrafia, estaria irremediavalmente perdido o rico manancial de estudo e de elementos históricos”


NOTA: No que se refere ao tempo gasto na preparação dos oito taquígrafos para funcionarem na Assembléia Constituinte, vamos transcrever aqui um trecho do opúsculo  “Manuscrito n° 5750 do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Um estudo sobre taquigrafia)”, preparado pelo renomado Prof. Adhemar Ferreira Lima. (Pág.20)

“Se o curso foi criado “logo que se convocou esta Assembléia”, como disse o Patriarca, a sua instalação se teria dado logo depois de 3 de junho de 1882, data da convocação. Tudo indica que o oficial da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros” a que se refere José Bonifácio era Isidoro da Costa Oliveira. O Dr. Salomão de Vasconcellos (Cem anos de Tachygraphia no Brasil, in “Revista Taquigráfica”, Rio de Janeiro, fev. 1934, n° 14) demonstra, entretanto, que a primeira aula de taquigrafia no Brasil deve ter funcionado em 1821.

Baseia-se na referência feita por José Pereira da Silva (Silva Velho) com relação aos taquígrafos que funcionaram na Constituinte, quando diz: “…apesar de terem uma prática assídua na aula de taquigrafia por espaço de dois anos”.

Tendo sido instalada a Assembléia Constituinte em 1823, só poderiam os taquígrafos terem “uma prática…por espaço de dois anos”, tendo aprendido a técnica em 1821. Corrobora Salomão de Vasconcellos essa afirmação de Silva Velho com um Parecer de 3 de agosto de 1826, publicado nos Anais do Senado (Anais do Senado, t.4, p.11-12) relativo a um requerimento do taquígrafo João Caetano de Almeida, no qual declara que o governo – “desde 1821 o mandara aprender, exercitar e ensinar a arte…”

WALDIR CURY