Novo livro: Dumpy Proverbs with original illustrations

The Dumpy Proverbs se trata uma coleção de provérbios escritos pela escritora e autora britânica de livros infantis Honor Charlotte Appleton, ou simplesmente, Miss Appleton como ela era conhecida.

A obra foi lançada pela primeira vez em 1903, e contribuiu para que Miss Appleton se tornasse mundialmente conhecida. Dentre os seus principais trabalhos mais importantes são ilustrações para obras de Charles Perrault, Hans Christian Andersen, William Blake’s Songs of Innocence e uma versão de Alice’s Adventures in Wonderland, The Children’s Alice.

Depois de anos buscando essa obra em particular que tanto marcou minha infância e adolescência, decidi em 2020 relançar a obra em um livro, primeiramente em formato digital e depois impresso, mantendo as ilustrações e o texto originais.

Dumpy Proverbs with original illustrations por Honor Charlotte Appleton e editado pela
4ª Condessa de Melo (2020).

Para mim é um motivo de alegria e honra em ser a editora deste livro tão especial. O lado triste da minha historia com esta obra, reside no fato de que no antigo local em que funcionava a Grand Richards Publishers em Londres atualmente funciona a rede de lanches McDonald’s, mas esta maravilhosa editora estará para sempre em nossos corações.

Nova palavra: triple-screen

O dicionário de Cambridge lançou no ultimo dia 10 de fevereiro uma nova palavra, triple-screen.

Segundo os autores do verbete, triple-screen significa o ato de ler, assistir ou acessar três telas ao mesmo tempo. Os pais estão em busca de especialistas para os auxiliarem em seus problemas com o tempo de uso dos filhos de telas do tipo touchscreen, disseram especialistas em comportamento.

Algumas famílias reclamam que seus filhos são “triplos”, ou possuem triplas habilidades, visualizando simultaneamente telefones, laptops e televisões.

Os novos estudos na área alegam riscos para o futuro e apontam a redução da capacidade de concentração e atenção em coisas mais simples, como os problemas mais graves. O rendimento escolar pode estar sendo afetado e  há riscos na saúde visual das crianças como deslocamento de retina e cansaço visual.

Negative Space | Oscar Nominated Stop-Motion Animation

Direct by Ru Kuwahata & Max Porter 
Produced by Ikki Films & Manuel Cam Studio & Miyu Distribution 
Made in France

Agora, no início, deixe-me colocar minhas cartas na mesa – esse é um short quase perfeito. Eu qualifico essa afirmação com o “quase”, apenas porque não acredito que a arte seja uma competição em direção a um ideal platônico. Embora nosso site tenha assumido o desafio de servir como árbitro em questões de valor artístico e de entretenimento, ainda tenho tendência ao relativismo nessas questões. O gosto é pessoal e, além disso, a perfeição costuma ser incompatível com a inovação e a tomada de riscos. Alguns dos meus curtas-metragens favoritos são decididamente imperfeitos e ainda mais agradáveis para mim por causa disso.

Mas voltando ao ponto – o espaço negativo é praticamente perfeito. Como tantos curtas que admiro, o filme incorpora multidões de qualidades aparentemente contraditórias: em apenas 5 minutos, não há realmente espaço desperdiçado e, no entanto, é extremamente sobressalente. Baseado em um célebre poema de Ron Koertge, com apenas 150 palavras, ele permite momentos de sutileza e contemplação que são tão necessários na narrativa visual – aquelas cenas perfeitamente bloqueadas, realizadas por um momento extra, que trazem para casa a rica interioridade emocional de seus personagens. É simultaneamente um dos filmes mais humanísticos da memória recente, mas também não é estrelado por humanos. Sua animação em stop-motion é expressiva, detalhada e fundamentada, e, no entanto, não tem escrúpulos em decolar em voos sofisticados, seguindo através de deliciosas transições em partes fantásticas que brincam com escala e cenário.

E, mais notavelmente, nenhum desses elementos são simplesmente escolhas estilísticas, desculpas para bravata técnica ou comprometimentos desajeitados ao processo de adaptação. Todos eles são reflexões profundas dos principais temas do filme, representando e enriquecendo. Adaptar o trabalho de outro meio é raro para curtas, mas ainda mais raro, em qualquer meio, é uma adaptação que excede o original. O Espaço Negativo preenche o subtexto do poema de Koertge, mas não o estraga, e as idéias e experiências pessoais que os criadores do filme trazem para o material-fonte são mais aditivas do que incongruentes, elevando o trabalho. “- Curador S / W, Jason Sondhi

CRÉDITOS
Diretor / Roteirista: Max Porter & Ru Kuwahata
Produção: Nidia Santiago e Edwina Liard
Co-produção: Jean-Louis Padis

Poema original: Ron Koertge
Decoração de cenários: Ru Kuwahata, Marion Lacourt, Victoria Tanto, Max Porter
Bonecos: Ru Kuwahata, Satoru Yoshida, Tomas Gebcyznski, Max Porter
Líder de animação: Sylvain Derosne
Animação adicional: Eric Montchaud, Ru Kuwahata
Diretor de Cinematografia: Nadine Buss
Direção de Fotografia: Simon Gesrel, Max Porter
Gerenciamento de produção / pós-produção: Nidia Santiago & Edwina Liard
Assistentes de produção: Philippe Baranzini, Walid Païenda, Fred Borja, Lucile Pellerin, Maxime Lebalanc, Juluien Renrad, Willy Fair

Pós-produção: Max Porter, Sami Guellai, Pierre Morin, Ru Kuwahata
Edição: Max Porter
Music & Sound Design: Bram Meindersma ** posta e registra com soutien do SACEM em associação com Ciclic
Voz: Albert Birney
Gravação de voz: Keviln Hill, CAS
Categoria Cor: Thibaut Pétillon
Mixagem de som: Matthieu Langlet

Cursos gratuitos da Plataforma Lúmina da UFRGS

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Carta Aberta de Despedida Quando podemos dizer adeus?

Caros “amigos de brinquedo”:

Não nascemos sabendo “dar tchau”, ou dizer adeus. Quando ainda somos pequenos, o gesto que fazemos com a mão para “dar tchau” é, de fato, como disséssemos “vem, fica”: um movimento de chamada, porque ainda não podemos nos separar, uma vez que não compreendemos a ausência. Mas, à medida que crescemos, tornamo-nos capazes de abanar e nos despedir, porque, então, já é possível dizer “não” à presença com a mão. Isso só ocorre quando somos capazes de levar dentro de nós o objeto do nosso interesse, do nosso amor, para onde formos, e porque temos a crença de que ocupamos um lugar no seu coração.

Após quase 38 anos de trabalho docente, com a chegada da aposentadoria, é hora de dizer adeus às atividades realizadas na Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Ao longo desses anos, a FACED foi uma bússola, orientando o próprio sentido de minha vida. Onde quer que esteja, busco com o olhar seu grande prédio azul, tal como tive que fazer da primeira vez em que nela entrei, para cursar a Licenciatura em Pedagogia, em 1982.

Na UFRGS trabalhando desde 1991, além das aulas na área de Psicologia da Educação e das atividades administrativas e representativas desempenhadas em diversos espaços da Universidade, criei e dirigi o Programa de Extensão Universitária “Quem quer brincar?”, que, em sua 21. Edição, comemora 20 anos de existência. Palestras, cursos, grupos de estudo, visitas lúdicas, pesquisas, assessorias, a brinquedoteca universitária, o mural, o site e este informativo eletrônico constituem o Programa, que, por sua vez, é feito de pessoas – milhares de bolsistas, colaboradores voluntários, professores, funcionários, terceirizados, estudantes e educadores em geral. Sobretudo, é feito dos sonhos de todas essas pessoas que acreditam na importância de formar para brincar e para valorizar o brincar.

Convicta de que minhas atividades como professora e de que as ações empreendidas pelo “Quem quer brincar?” contribuíram decisivamente para transformar vidas e melhorar o mundo, ajudando a dar novos sentidos ao ensinar, brincar, crescer e aprender, encerro essa caminhada com serenidade e satisfação. A certeza de que o Programa continuará vivo enquanto sua vida tiver sentido para quem nele atuar e dele usufruir, libera-me para viver um outro momento de vida, no qual, sem deixar de ser professora – porque este é para mim um modo de ser e de viver –  o trabalho docente na Universidade não é mais o centro.

Parafraseando o que escreve Jorge Luiz Borges sobre suas viagens, no prólogo ao livro Atlas, posso afirmar que, nessa aventura, partilhei com alegria e assombro um verdadeiro tesouro. Gostaria que a presente carta de despedida aos milhares de “amigos de brinquedo” do informativo eletrônico do “Quem quer brincar?”, em sua edição final, expressasse minha gratidão aos “companheiros de viagem” e fosse um bom augúrio a essa vasta aventura, que prossegue!

Nas mãos de seu Conselho Curador, formado por colegas comprometidos de muitas e diferentes maneiras com a “causa lúdica”, com uma Direção da FACED fortemente apoiadora e que reconhece sua importância institucional, sob a Coordenação Geral da Profa. Dra. Marília Forgearini Nunes, com a Coordenação Adjunta da Profa. Dra. Renata Sperrhake, e com a experiente colaboração de seus bolsistas e voluntários, o Programa de Extensão Universitária “Quem quer brincar?” prossegue, acolhendo os sonhos e o assumindo o feitio de sua nova Coordenação.

Agora já posso dizer adeus, pois sei que a UFRGS, a FACED e o Programa seguem dentro de mim, onde quer que eu vá, e sei de meu lugar em seu coração, isto é, no coração daqueles que fazem e são a UFRGS, a FACED e o “Quem quer brincar?”.

Tânia Ramos Fortuna

UFRGS, 25 de novembro de 2019.

Entrevista com Tânia Ramos Fortuna: a persistente trajetória de uma eterna brincante

A última edição do boletim informativo de 2019 coincide com um momento de homenagem e despedida. A Revista da Extensão, publicação da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PROREXT/UFGRS), em sua edição de novembro de 2019 entrevistou a Profª Drª Tânia Ramos Fortuna, Coordenadora do Programa de Extensão Universitária “Quem quer brincar?” (RS/BR). 

Ex-presidente da Câmara de Extensão, Tânia Ramos Fortuna é coordenadora de um dos maiores e mais antigos programas de extensão da UFRGS, o “Quem Quer Brincar?”. Em 2019, o projeto completa 20 anos de atividades ininterruptas. Nesta entrevista, concedida na Brinquedoteca (sede física do programa) da Faculdade de Educação, a docente nos conta sobre a sua marcante e persistente trajetória profissional, que está se encerrando na Universidade no final deste ano. Um caminho marcado pela defesa da brincadeira e da extensão como duas poderosas ferramentas na formação não apenas de alunos, mas de educadores.