Acesso Aberto, Açúcar, Artigos, Gilberto Freyre, Nordeste

Da série: artigos que eu gostaria de ter escrito.

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Sabe aquele tema encantador e que muito te interessa em nível profissional e pessoal? Assim são os doces para mim. Filha de um antigo dono de bomboniere desde criança fui apaixonada pelo açúcar dos doces industriais, das festinhas e dos doces que a minha mãe fazia em casa. O artigo de título “Com açúcar, com afeto”: impressões do Brasil em Nordeste de Gilberto Freyre de Regina Horta Duarte, mostra utilizando o título de uma música de Chico Buarque de modo a tornar seu texto mais atraente oferece uma belíssima contribuição da cultura em torno do açúcar para a nossa identidade e sobre o período da história em que o açúcar era o produto primário e de alto valor comercial.

Trecho do artigo:

“Entre um passado de possibilidades e um presente sem lirismo, a cana-de-açúcar aparece como o fio condutor no desenrolar do drama da monocultura. É ela o elemento que surge a dinamizar uma civilização especial, rica, cosmopolita, pródiga e criadora de valores políticos, estéticos e intelectuais, como nenhuma outra em todo o Brasil. Simultaneamente, a cana parece ganhar independência, escravizando esta mesma sociedade, engolindo vorazmente suas matas, suas águas e seus homens, homogeneizando a paisagem em sucessão de canaviais, intermediados apenas por cidades cinzentas e uniformizadas em padrões europeus, destruindo as potencialidades historicamente vislumbradas. Através desta planta, a análise se delineia, considerando as relações entre a ação humana e a natureza. Mas ganham igual destaque as relações construídas entre os homens, ao forjarem a cana em elemento colonizador das extensões territoriais nordestinas, em seqüências que investigam a cana e a terra, a cana e a água, a cana e os animais, a cana e as plantas, a cana e o homem.”  (DUARTE, 2009, p. 128).

Resumo do artigo:

Publicado em 1937, Nordeste, de Gilberto Freyre, propôs constituir uma análise impressionista da ecologia social daquela região. O sociólogo posicionou-se frente aos debates de seu tempo sobre a construção da nacionalidade e o estabelecimento de um patrimônio nacional. Em páginas voltadas antes ao futuro do que meramente ao passado, Freyre realiza um trabalho intelectual dirigido à criação de novos rumos para a sociedade brasileira, a partir de possibilidades vislumbradas em seu passado.

Palavras-chave: Nordeste; Gilberto Freyre; Patrimônio Nacional.

O artigo completo está disponível para leitura e download aqui.

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