Dia dos Namorados

Tristão e Isolda no Dia dos Namorados

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Este texto começa relembrando o conto trágico de Tristão de Isolda, uma história que se passa na Cornualha, uma ilhota localizada no norte da Europa, e também na Irlanda e narra, as aventuras do jovem Tristão, que dentre os seus feitos mais memoráveis estão matar um dragão que assolava a Irlanda e colocava a vida da família real irlandesa em risco. Isolda, uma princesa da Irlanda descendente de fadas, precisa seguir em frente mesmo vivendo presa no castelo do guerreiro que ela crê que a enganou. Tristão e Isolda acabam se apaixonando.

O Dia dos Namorados é comemorado no Brasil em junho, com bastante publicidade e muitas conversas em torno de presentes, jantares românticos, festas e muitas declarações de amor. Este ano não vou comemorar esta data por não ter ainda um namorado para isso, o que não significa ser um problema para mim. O bom é quando finalmente achamos aquela pessoa especial e que faz toda a diferença em nossa vida. Ainda não para mim, talvez no próximo ano. 

A história de Tristão e Isolda me faz pensar sobre como o amor nasce entre as pessoas. Amor que surge e se desenvolve em ambientes nem sempre tranquilos ou favoráveis. A imprevisibilidade de que o amor nasça entre duas pessoas em ambientes áridos ou pouco favoráveis revela o potencial deste textos.

Posso destacar aqui, que talvez Isolda possa ter tido um certo tipo de ajuda das suas fadas que sempre a protegeram e a tiravam de confusões. Amar quando se está envolta de enganos pode ser muito difícil, pois há nos dois o desejo de se encontrarem consigo através desse amor que os unem.

Falar de Tristão e Isolda nos dias atuais é reafirmar o poder do amor em meio a guerra e a tristeza. É falar sobre algo que entendo como aquilo que é necessário manter mesmo que haja pouco espaço ou sob condições pouco favoráveis. O amor trás esperança e abre os caminhos.

Entretanto, é preciso ficar atenta aos sinais de que as coisas podem não ser exatamente aquilo que parece ser o correto. Amar pode ser algo que exija muito mais do que a união de um casal e tudo o que isso ocasiona. Amar envolve o estabelecimento de laços e entrelaços que podem trazer uma certa felicidade, mas também preocupações frente a outras coisas que estão ao nosso redor. 

Como ainda não encontrei um novo amor, reservo-me apenas à pensar sobre isto, com um desejo de vivê-lo, mesmo que isto signifique arriscar algumas e me colocar em situações das quais eu não gostaria muito de estar ou das quais eu não poderia estar. Amar pode ser algo divino quando achamos a pessoa certa, ou quando achamos aquela com a qual gostaríamos de ficar por muito tempo.  

Enquanto isso eu fico aqui ouvindo o álbum “La Espera” de Leandro Fresco e Rafael Anton Irisarri. 

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