Especial 12ª OID: Arte-educação, Educação Popular e Ambiental: Diálogos de Bumerangue

Texto: Rafaela Melo e Fotografia: Breno Neves

Alissa e Elisa Gottfried, arte-educadoras populares e integrantes do coletivo Ecoa Ecoa, apresentaram na 12°OID materiais produzidos durante o Projeto Identidade Sociocultural da Vila Santa Teresinha. O projeto, desenvolvido em parceria com a Casa Brasil Porto Alegre, aconteceu de novembro de 2011 a dezembro de 2012 em diálogo com 10 jovens educandos de 14 a 25 anos, moradores da antiga na Vila Santa Teresinha (antiga vila dos Papeleiros, em Porto Alegre- RS).

O projeto foi viabilizado através do Edital ESPORO DE CULTURA DIGITAL/MInC e teve como resultado a Mostra Artística Itinerante Cacos e Ecos. Uma de suas obras é um livreto “Mais vale um livreto livre do que um educador na mão”, que reúne as palavras geradoras que emergiram dos participantes do Curso de Cultura Digital e Educação Popular desenvolvido pelas palestrantes.

As demais obras da Mostra Cacos e Ecos utilizam o lixo eletrônico como suporte, além de difundirem a cultura digital, a educação popular e a Metareciclagem, tendo como conteúdo artístico os produtos finais do processo criativo do projeto.

Durante a palestra das arte-educadoras, o público pode criar seus bumerangues com as palavras que lhe faziam sentido. Após a palestra, foi montado no saguão do Hotel Nacional uma mostra com os materiais produzido durante o projeto.

 

Com Software Livre você pode!

Texto: Rafaela Melo e Breno Neves.

A palestrante Fátima Conti destacou na tarde de hoje, 12/12,  a importância de produzir conteúdos em formatos abertos. Ela ressaltou o discurso, corrente no mundo do software livre, de que usar formatos proprietários em sua produção (seja ela software, música, cinema) é deixar toda a produção nas mãos das empresas.”Devemos ter consciência do formato que usamos, porque formatos proprietários pertencem a empresa que o criou”, enfatizou.

Conti, que é professora do LabInfo, da Universidade Federal do Pará, também abordou duas questões centrais:

  • A obsolescência programada, que pode ser definida como a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto:
  • As atualizações automáticas dos softwares proprietários, que introduzem novos requisitos de hardware, fazendo com que partes dos softwares comecem a ficar indisponíveis a cada nova versão, penalizando quem não entra nesse jogo.

Outros temas destacados por Fátima Conti foram: propriedade intelectual, copyright e outros direitos de propriedade – que, de acordo com a palestrante, só protegem as gravadoras e as editoras, entidades que apenas geram as cópias. “Esses grupos não protegem o autor, protege quem produz as cópias e não quem fez o livro”, afirma.

A palestrante concluí afirmando que, nesse modelo de produção de cultura, não podemos “mexer” nelas, pois as leis e as “travas digitais” nos impossibilitam. Mas com o software livre e formatos abertos, sim nós podemos!