Crianças utilizam cada vez mais o tablet para acessar a internet

Original publicado aqui.

Pesquisa inédita avaliou a compreensão das crianças brasileiras sobre publicidade e suas estratégias.

Um gigantesco volume de publicidade direcionada à criança, nos mais variados lugares e mídias; estratégias mais complexas de publicidade na internet; e a confusão entre publicidade e informação feita pelos pequenos, foram alguns dos principais pontos expostos pela pesquisa “Publicidade Infantil em Tempos de Convergência”. Realizada pela Universidade Federal do Ceará, pelo Instituto de Cultura e Arte, e pelo Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia (GRIM), e em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ), a pesquisa foi lançada no dia 12 de abril em Brasília e está disponível para consulta na internet.

O estudo, coordenado pela professora Inês Vitorino Sampaio, foi realizado com 81 crianças de 9 a 11 anos, em dezembro de 2014, nas cidades de São Paulo, Fortaleza, Brasília, Rio Branco e Porto Alegre, e buscou identificar a compreensão da criança sobre a publicidade, sua percepção das estratégias utilizadas e os impactos no seu bem-estar. A publicação é a primeira análise de caráter público e nacional feita no Brasil englobando estes aspectos.

A partir dos dados obtidos ficou evidente a grande quantidade de publicidade nos ambientes físicos e virtuais que as crianças frequentam. Esse ataque diário provoca, segundo a pesquisa, uma avaliação negativa das crianças em relação aos excessos de publicidade, principalmente quando elas interrompem seus momentos de lazer. Mas muitas vezes, elas não conseguem identificar a mensagem como publicitária.

Na faixa etária de 11 a 12 anos, o uso do tablet para acessar a internet obteve um crescimento de 15%, mas o celular foi o grande destaque, 77% utilizam o aparelho, um aumento de 34% em relação à pesquisa de 2013 (43%). A preferência destas crianças mostra um comportamento semelhante ao dos adolescentes, 89% daqueles entre 13 e 14 anos usam o celular e 94% entre aqueles de 15 a 17 anos. Na amostra geral (9 a 17 anos), o celular saltou de 53% em 2013 para 82% no ano seguinte.

O coordenador de projetos e pesquisas do CETIC.br., Fábio Senne, destaca que o aumento do uso dos aparelhos móveis já era previsto, e ressalta a utilização dos tablets pelas crianças. “O crescimento da importância da mobilidade já era indicado nos levantamentos anteriores, mas em 2014 isso se acentuou, atingindo um marco inédito. Percebemos uma queda na faixa etária do usuário desses dispositivos. Enquanto os jovens estão ganhando celulares, os tablets têm se tornado uma ferramenta cada vez mais frequente de crianças”, explica.

Apesar do crescimento do tablet entre as crianças, o equipamento ainda não superou, entre aquelas de 9 a 10 anos, o computador de mesa (70%). Em segundo está o celular com 49%. Em relação ao acesso a internet, a maioria das crianças disseram que entram pelo menos uma vez por dia, 38% entre 9 e 10 anos, e 52% entre 11 e 12 anos.

A pesquisa também abordou as atividades realizadas na rede pelas crianças e adolescentes, as habilidades deles para o uso seguro, o acesso às redes sociais e a percepção deles sobre a mediação dos pais ou responsáveis.

Acesse a pesquisa:

Publicação: Periódico Texto Livre Linguagem e Tecnologia – v.7, ano. 1 – 2014

Oi, pessoal! Acabou de sair mais um artigo fresquinho. Desta vez apresentamos o Universo Móvel, um aplicativo educacional livre desenvolvido como apoio didático-pedagógico para o ensino da Astronomia. Vale a pena conferir!

UNIVERSO MÓVEL: UM APLICATIVO EDUCACIONAL LIVRE PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS
Breno Gonçalves Bragatti Neves, Rafaela da Silva Melo, André Ferreira Machado

Resumo

Este artigo tem como propósito apresentar o Universo Móvel, um aplicativo educacional livre para uso em dispositivos móveis (tablets e smartphones) que tem por objetivo aproximar estudantes do Ensino Fundamental e Médio das noções de Astronomia e contribuir na transposição dos conhecimentos produzidos pelo campo da Astronomia para as novas tecnologias digitais. Serão apresentadas aqui as ferramentas e as linguagens de programação utilizadas em sua construção e, ainda, as possibilidades oferecidas pelo aplicativo para a aprendizagem móvel, conceito que além da utilização de aplicativos e dispositivos, envolve a apropriação criativa de ferramentas e linguagens para a produção e compartilhamento de conhecimento e tecnologias livres.

Para ver o artigo artigo na íntegra, acesse:  http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/5521

Para baixar o aplicativo: http://gesole.org/universomovel/

E voi là!

Publicação: Revista Tecnologias na Educação – Ano 6 – número 10 – Julho de 2014.

Olá pessoal! Final de semestre sempre tem novidades. Saiu essa semana uma publicação minha em parceria com o Breno Neves que apresenta uma discussão e algumas possibilidades de uso educacional dos dispositivos móveis, tão presentes em muitas salas de aula e em nosso cotidiano.

Título: Aplicativos Educacionais Livres para Mobile Learning

Autores: Rafaela da Silva Melo e Breno Gonçalves Bragatti Neves

Resumo: Este artigo apresenta o levantamento e identificação dos aplicativos educacionais livres para uso em dispositivos móveis do repositório FOSS Apps para Android (F-Droid), como proposta de apoio e promoção da aprendizagem móvel mediada por tecnologias livres. Os dados referentes aos aplicativos coletados foram sistematizados, categorizados, catalogados e apresentados a partir dos níveis de ensino aos quais os aplicativos são indicados, as áreas de conhecimento que contemplam e as possibilidades didáticas que estes apresentam para a aprendizagem móvel a partir da criação de novos contextos de aprendizagem através da interconexão entre pessoas, tecnologias e ambientes.

Palavras-chaves: TIC’s; Tecnologias Livres; Mobile Learning.

Para ler o artigo na íntegra: http://tecnologiasnaeducacao.pro.br/?page_id=605